Ontem, denunciante relatou atraso no fornecimento do Depakote Sprinkle/125 miligramas, remédio utilizado no tratamento de epilepsia infantil.
Falta de medicamento na Rede Municipal de Saúde continua sendo alvo de reclamações ao Jornal da Manhã. Ontem, denunciante relatou atraso no fornecimento do Depakote Sprinkle/125 miligramas, remédio utilizado no tratamento de epilepsia infantil. A fonte explica que já esteve duas vezes na farmácia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e foi informado na segunda-feira (26) que o medicamento estaria disponível na sexta-feira (30). “Voltei ontem e agora falaram que não tinha previsão de chegada”, completa.
Conforme o denunciante, o filho de dois anos necessita de medicação diária e tem direito a cinco caixas do remédio por mês. No entanto, até agora somente duas cartelas foram fornecidas pela Prefeitura. Como a criança pode ter uma crise de convulsão sem o tratamento, ele explica que está tirando do bolso, mas é difícil arcar com o custo. “Várias reclamações foram feitas na ouvidoria de Saúde. Vou formalizar denúncia segunda-feira (2) no Ministério Público”, cobra.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o Depakote não faz parte da farmácia básica e é fornecido de forma personalizada, através de processo especial ou mandado judicial. O departamento também informa que a cartela de 500 miligramas está em falta no mercado, mas só poderia dar detalhes sobre a situação se o paciente fosse identificado, pois a compra atualmente é feita individualmente. A rede oferece o medicamento a 20 pessoas.
Para minimizar o problema e agilizar a entrega, a assessoria declara que os remédios de alto custo, referentes a processos especiais e mandados judiciais, serão comprados de um fornecedor único. O processo licitatório está em andamento e a abertura das propostas de preço acontecerá no dia 9 de fevereiro. Quanto à farmácia básica, o departamento alega que apenas três dos 80 itens estão em falta: ASS/100mg, Amildorana/200mg e Fenitoina/100mg. A PMU aguarda repasse do Estado.