Região Metropolitana do Triângulo Mineiro foi debatida ontem durante encontro empresarial em Araxá. No evento, promovido pela Fiemg Regional Vale do Rio Grande, foram abordados os impactos do projeto para o desenvolvimento socioeconômico dos 66 municípios compreendidos na proposta. Para o secretário de Gestão Estratégica de Uberlândia, Stoessel Ribeiro, a criação da Agência de Desenvolvimento Regional junto ao projeto da RMTM é uma das principais vantagens para o segmento industrial. Entre as funções, o órgão será responsável por planejar ações para preparar a infraestrutura local para receber novos empreendimentos. O secretário reforça que a iniciativa de incluir o empresariado no debate sobre a região metropolitana é positiva, pois a integração das empresas, de entidades classistas e do Poder Público será fundamental para fortalecer a futura agência. Anfitrião do evento, o presidente da Fiemg Regional, Altamir de Araújo Rôso Filho, destacou a importância de um aeroporto regional, de uma malha rodoviária abrangente e funcional, indo até a questão da saúde, que muito se beneficiaria em uma região metropolitana. Tudo isto reforçado na apresentação de mapas, gráficos, números e fatos apresentados na palestra proferida por Fábio Veras. A exemplo das audiências públicas realizadas pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o evento realizado ontem também permitiu ter uma visão mais uniforme quanto às mudanças previstas na área de transporte público, saneamento básico, saúde pública e educação. Presente ao evento, a autora do projeto da RMTM, deputada estadual Liza Prado (Pros), citou alguns benefícios imediatos da aprovação da proposta. Os exemplos incluem o financiamento do programa habitacional federal Minha Casa Minha Vida – o valor poderia aumentar de R$80 mil para R$130 mil – e também o aumento nos repasses do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Conforme a parlamentar, o projeto que cria a Região Metropolitana aguarda apenas a conclusão do estudo de viabilidade técnica para ser submetido à analise da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia. O relatório será entregue à ALMG no dia 29 de novembro, segundo calendário divulgado pela Associação dos Municípios do Vale do Rio Grande (Amvale).