POLÍTICA

Forças de segurança de Minas Gerais marcam nova manifestação para dia 21

Quarto ato acontecerá novamente em Belo Horizonte e pela segunda vez na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas

Publicado em 15/03/2022 às 14:41Atualizado em 18/12/2022 às 23:46
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Em Uberaba, a categoria se reuniu em protesto na Praça Rui Barbosa no fim de fevereiro (Foto/Arquivo JM)

O setor de segurança pública de Minas Gerais está prestes a completar um mês de greve nas ruas. Na próxima segunda-feira (21), acontece novo ato na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas em Belo Horizonte. O quarto ato na capital mineira acontece exatamente 30 dias após a classe decretar paralisação. A principal reivindicação da categoria é a recomposição salarial, acordada porém ainda não cumprida.

A confirmação da manifestação aconteceu nesta terça-feira (15), durante audiência pública organizada pela comissão de Segurança Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

"A manifestação está marcada para o dia 21 de março, na Cidade Administrativa, e majoritariamente por todos os sindicatos e associações que se encontram aqui", afirmou o deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), presidente do colegiado na Casa.

MANIFESTAÇÕES PASSADAS

As forças de segurança alegam que o Executivo não cumpriu com um acordo de 2019, que previa reajuste salarial de 41% até 2021, do qual apenas 13% foi efetuado. Na manifestação em que a greve foi definida, em BH, a cidade foi tomada por policiais, bombeiros e outras categorias desde o início da manhã, com movimentação entre as regiões Central e Sul da capital.

Outro ato ocorreu em 25 de fevereiro, na Cidade Administrativa. Os agentes ocuparam boa parte daquela área e até invadiram por certo tempo a MG-010, principal via de acesso da região. Já na última quarta-feira (9), os agentes voltaram às ruas de BH e, durante praticamente todo o dia, ocupando a Região Central da capital mineira. Este ato, inclusive, feriu uma jornalista da Band após explosão de uma bomba em um bueiro.

PROPOSTAS

O Governo de Minas chegou a enviar, na semana em que a greve foi decretada, uma primeira proposta de recomposição salarial, de 10,06% a todo funcionalismo público. Ela foi atualizada na última sexta-feira (11), com inclusão de retroativo a janeiro de 2022 à segurança pública, por exemplo, e aumento do auxílio vestimenta. As duas propostas, contudo, não foram bem vistas pela classe, mesmo já tendo sido enviadas à ALMG, via projeto de lei.

*Com informações do Jornal Estado de Minas

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