Efeitos do troca-troca partidário no Congresso, assembleias e Câmaras somente serão conhecidos nos próximos dias
Os efeitos do troca-troca partidário no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e Câmaras Municipais somente serão conhecidos nos próximos dias, após a contabilização das mudanças. Balanço parcial aponta que os novatos Pros e Solidariedade (SDD) foram o destino mais procurado nos últimos dias do prazo final de filiações de quem pretende se candidatar em 2014.
Aos que já detêm cargo eletivo, a migração para novos partidos não configura infidelidade, ou seja, não há risco de perda do mandato, sendo que o Pros já atraiu ao menos 13 nomes, enquanto o SDD, 18. A previsão é de chegar a 32 e 35 deputados federais, respectivamente. Até a sexta-feira, 42 parlamentares haviam comunicado a troca de legenda à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, que ontem funcionou em esquema de plantão para receber mais comunicados de mudança partidária.
Outros partidos que receberam novos parlamentares são o PP (4) e PSB (2). PMDB, PSDB, DEM, PR e PSD receberam, cada, um deputado. Em Uberaba, o Solidariedade fez uma cadeira na Câmara, assim como o Pros, do vereador Cléber Cabeludo. Ele adianta que na volta das atividades em plenário, nesta segunda, fará o comunicado oficial aos colegas. Ainda segundo destaca, a legenda poderá ser base do governo Paulo Piau (PMDB).
A deputada estadual Liza Prado também se filiou ao partido, após deixar o PSB, legenda que há cerca de 15 dias rompeu com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e pretende lançar candidatura própria à Presidência em 2014, como Eduardo Campos, governador de Pernambuco. Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro (PP), o troca-troca partidário na Casa deve envolver até uma dezena de parlamentares.
Além do próprio Dinis, o PP também ganhou outra cadeira, com o deputado Neilando Pimenta, que saiu do PHS, partido que deixou de existir na ALMG com a migração de Fred Costa para o PEN. Dois deputados saíram do PDT para o Solidariedade, Gustavo Perrella – seu pai, o senador Zezé Perrella também se filou à nova legenda – e Tenente Lúcio, que foi para o PSB, assim como Rosângela Reis, ex-PV.