Plenário aprovou ontem projeto que revoga a transferência da gestão das duas entidades para a Fundação.
O Centro de Pesquisas LLewelyn Ivor Price e o Museu dos Dinossauros, em Peirópolis, não estarão mais vinculados à Fundação Municipal de Ensino Superior e Uberaba (Fumesu). Com apenas uma abstenção, o plenário aprovou ontem projeto que revoga a transferência da gestão das duas entidades para a Fundação. Segundo o diretor do museu e do centro, Luiz Carlos Borges, a medida deverá efetivar o termo de cooperação técnica assinado em abril entre a Prefeitura, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Apesar da mudança na administração, ele espera que a equipe técnica seja mantida, pelo menos até abertura de concurso público oficial. Borges acredita que a proposta é a mais viável financeiramente, pois a Fumesu não possuía verba para custear as duas instituições. “70% da planilha de custos estão sendo quitados com dinheiro de consultorias realizadas pela equipe do Centro”, conta, revelando que a falta de verba impediu a continuidade das escavações e a realização da semana dos dinossauros este ano. Segundo o diretor, os recursos provenientes da prestação de serviços garantem o pagamento da folha de novembro e dezembro, assim como o 13º salário dos funcionários. A expectativa é a que a PMU assuma os encargos em janeiro. Conforme o termo de cooperação, a Prefeitura arcará com despesas de manutenção da sede em Peirópolis e do Museu dos Dinossauros. Também estarão na competência do município custos relacionados à folha de pessoal e encargos fiscais das duas entidades. Gastos com veículos e combustível também serão bancados pelos cofres municipais. Sem consenso. Quanto ao Plano de Carreira do Funcionalismo Público, ainda não existe acordo entre a categoria, vereadores e o governo municipal. Os projetos entraram para votação ontem, mas a decisão foi adiada devido ao impasse em relação aos quinquênios. O debate estendeu-se além da sessão, sendo tratado durante reunião à tarde no Centro Administrativo. Como não houve consenso, a votação foi transferida para a próxima segunda-feira (9). Os servidores querem garantir a manutenção do quinquênio, caso prestem concurso e sejam aprovados em novas vagas. Em contrapartida, o benefício, assim como a férias-prêmio, foi cortado para quem ingressar no funcionalismo municipal.