Para viabilizar o gasoduto Betim-Uberaba, governo negocia a entrada de um novo sócio. Informação confirmada ao jornal
Para viabilizar o gasoduto Betim-Uberaba, o governo mineiro negocia a entrada de um novo sócio na Gasmig. A informação foi confirmada ao jornal Energia Hoje pelo superintendente de Política Energética da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas, Guilherme Duarte. O gasoduto anunciado no fim do ano passado tem custo estimado de R$1,8 bilhão. Em função do alto valor do investimento, os rumores sobre a busca de um sócio para a execução do projeto vem se intensificando desde a viagem do ex-governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) à China em março. Na entrevista ao jornal do setor energético, o superintendente confirmou que o governo mineiro já conversa com um potencial investidor internacional e também a possibilidade da entrada de um novo sócio na Gasmig. O volume do aporte financeiro do possível parceiro ainda não está definido. Entretanto, a consolidação das negociações esbarra na aprovação de um projeto de lei na Assembleia Legislativa de Minas. A proposta é alterar a Constituição mineira para permitir a mudança da composição societária da Gasmig, onde a Cemig é acionista majoritária (59,58%) e tem como sócios a Gaspetro (40%) e o município de Belo Horizonte (0,43%). O texto atual da Constituição obriga a realização de um plebiscito para discutir a modificação nas cotas acionárias da estatal, o que atrasaria a entrada do novo sócio e a execução do gasoduto. Na tentativa de destravar a votação do projeto, o prefeito Paulo Piau (PMDB) se reuniu com os deputados estaduais da bancada peemedebista em março. Articulações também foram feitos junto aos parlamentares do PT em favor da matéria.