POLÍTICA

Grupo colhe assinaturas contra o aumento da tarifa de ônibus

As empresas de transporte coletivo urbano de Uberaba oficializaram no início deste ano o pedido de reajuste para a tarifa do ônibus de R$2,80 para R$3,44

Thassiana Macedo
Publicado em 16/01/2014 às 11:45Atualizado em 19/12/2022 às 09:25
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Jairo Chagas

Integrantes do Coletivo Domínio Público de Movimento Estudantil iniciaram ontem a coleta de assinaturas contra o aumento no preço das passagens de ônibus   As empresas de transporte coletivo de Uberaba oficializaram no início deste ano o pedido de reajuste para a tarifa do ônibus de R$2,80 para R$3,44. A questão, que no ano passado motivou as manifestações por todo o país e também em Uberaba, é agora alvo de abaixo-assinado promovido pelo Coletivo Domínio Público de Movimento Estudantil. Apenas no primeiro dia o grupo coletou mais de mil assinaturas.   De acordo com Carolina de Oliveira Souto, membro do Coletivo Domínio Público, o abaixo-assinado é contra o aumento no preço das passagens de ônibus, mas também sugere o retorno da discussão sobre a tarifa zero em Uberaba, ou seja, com transporte coletivo gratuito para a população. “O que motivou esse movimento foi percebermos que o transporte é uma mercadoria, em que paga quem usa, mas não pode ser assim, porque quem usa é quem mais precisa. Entendemos que o transporte tem de ser barato e de qualidade. Organizamos esse abaixo-assinado tanto para entrar nessa questão do aumento da tarifa, pois a população não quer o aumento, quanto para fomentar o debate da tarifa zero. Entendemos que transporte é direito, por isso não pode ser pago”, ressalta.   As empresas de transporte coletivo defendem que o reajuste de quase 25% é necessário por causa do crescimento dos custos no setor de transportes. Entre as situações citadas estão o aumento salarial de 8%, concedido aos motoristas em 2013, e a alta nos preços dos combustíveis e demais insumos para a manutenção do serviço. No entanto, a população reclama da qualidade dos veículos e da prestação do serviço. “O que vemos no transporte coletivo hoje são ônibus superlotados e sem cobrador, com motoristas realizando dupla função. Inclusive, no ano passado, a Prefeitura fez o compromisso de acabar com a dupla função, mas o que vemos é uma vergonha. Nenhum ônibus hoje possui cobrador. O transporte não tem qualidade e não há frota suficiente para atender à população, então por que esse aumento? É só para o lucro dos empresários”, questiona Carolina.   Ela afirma que o objetivo inicial do abaixo-assinado é informar a população sobre o aumento nas tarifas do ônibus. “Em seguida, queremos pressionar a Prefeitura para que tome uma atitude contra isto”, frisa. Para uma pessoa que recebe um salário mínimo, que a partir deste mês passa a ser R$724, e usa o ônibus para ir e voltar do trabalho, o novo gasto com transporte em Uberaba irá comprometer cerca de 25% do pagamento, ou seja, R$178,88 será o valor destinado ao transporte.   O reajuste solicitado pelas concessionárias ainda está em fase de análise por equipe técnica da PMU. O prefeito Paulo Piau (PMDB) já sinalizou a possibilidade da realização de uma audiência pública sobre a tarifa de ônibus, mas somente quando o valor do reajuste estiver definido.

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