Entrada em funcionamento do alcoolduto a partir de 2014 deverá impactar o preço do álcool na região. A análise é do prefeito Paulo Piau (PMDB), que participou ontem da solenidade para lançamento do projeto no trecho entre Ribeirão Preto (SP) e Uberaba. Para Piau, o sistema oferecerá maior eficiência no transporte do etanol e a melhoria impulsionará a redução no custo de produção. Desta forma, a expectativa é que o resultado seja repassado ao consumidor final. “Hoje o álcool compete com a gasolina subsidiada e está bastante apertada a concorrência, mas a tendência é reduzir o preço a partir do momento em que se tem mais eficiência, seja no transporte da matéria-prima à plataforma da usina ou para distribuição do álcool já produzido”, ressalta. A isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre gasolina e diesel foi instituída em junho de 2012, para evitar que reajustes nos preços chegassem ao bolso do consumidor. A política do governo influenciou queda de 40% no consumo de etanol entre 2009 e 2012. Por causa dos subsídios, a diferença entre o preço da gasolina e do álcool é de, no máximo, R$ 0,90. Apesar de mais cara, a gasolina ainda acaba sendo a opção dos motoristas porque tem maior desempenho. Ao restabelecer a competitividade do etanol, o prefeito salienta que o alcoolduto poderá abrir o caminho para outros investimentos na cidade. PP conta que a Usina Caeté já tem projeto para instalação de uma nova unidade entre Uberaba e Veríssimo. No entanto, o empreendimento depende de melhoria nas condições do mercado. “Os empresários só vão optar por iniciar a obra quando o álcool estiver com preço mais competitivo em relação à gasolina. Tenho conversado com proprietários. Existe área disponível para produzir cana e essa usina será instalada”, avalia.