Vereador diz que reajustes acumulados chegam a 38% em dois anos, cobra mais transparência e defende auditoria independente no cálculo
A alta acumulada de 38% na taxa de coleta de lixo em Uberaba virou munição para críticas à gestão municipal. O vereador Marcos Jammal (PSDB) afirma que o reajuste é reflexo de falhas de planejamento e falta de transparência na condução dos contratos do serviço e defende mudanças no modelo de cobrança. As declarações foram feitas durante participação do parlamentar no programa Pingo do J, da Rádio JM.
Citando que o acumulado se refere ao aumento de 21% do ano passado aos 17% desse ano, Jammal pondera que o aterro municipal, previsto contratualmente para ser a destinação do lixo dos uberabenses, não pode entrar em operação. Assim, o que poderia minimizar o impacto no bolso do contribuinte vira conta a mais a ser paga, uma vez que o Grupo Esse utiliza o próprio aterro, com cobrança ao Município.
Como alternativa para o que considera uma distorção no modelo atual, Jammal propõe separar a cobrança da taxa de lixo da conta de água, com a emissão de um código de barras específico para cada serviço. A ideia, segundo ele, é permitir que o consumidor conteste apenas o valor referente ao lixo sem ficar exposto ao risco de interrupção do abastecimento por pendências que não sejam da água.
O parlamentar sugere, ainda, que universidades em Uberaba poderiam ser envolvidas na auditoria e no cálculo da taxa, utilizando métodos como pesagem do lixo coletado, garantindo precisão. “Sabemos quanto lixo Uberaba produz: cerca de 1 quilo por pessoa. Isso pode ser auditado”, conclui.
Entenda o caso
O aumento de 17,08% previsto para este ano decorre de um novo desequilíbrio contratual alegado pela S Ambiental, ratificado pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico (ARISB). Estudos da ARISB indicam que o pleito da concessionária resultaria neste reajuste, que impacta diretamente os consumidores.