A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara ouviu esta semana o vereador Jorge Ferreira (PMN), suspeito de ter assediado sexualmente uma jovem de 17 anos. O teor das suas declarações não foi revelado pelo colegiado, mesmo procedimento adotado quando foram ouvidos o seu colega professor Godoy (PTB) – na terça –, a menor e seu pai, o comerciante J.S.F., há menos de dez dias.
Todos os depoimentos foram colhidos pelo presidente do colegiado, Marcelo Borjão (DEM), o relator José Severino (PT) e o vogal Almir Silva (PR), além do diretor-geral da CMU, Rodrigo Souto. As audiências são gravadas.
O assédio teria ocorrido no mês passado, mas há dois anos o petebista foi procurado pelo pai da menor, que teria lhe pedido para afastar o colega da filha – também pelo mesmo motivo –, do contrário, formalizaria a denúncia contra Jorge. Pai e filha foram os primeiros a prestar declarações ao colegiado. A meta é concluir o relatório da sindicância ainda em junho, antes do início da campanha eleitoral (após 5 de julho), informa Borjão, no entanto, após o depoimento colhido esta semana, optou-se por ouvir outras pessoas.
O democrata não disse quantas nem quais pessoas serão ouvidas para evitar especulações, apenas reiterou que a sindicância em curso está sendo conduzida com seriedade e sensatez. O relatório, que será produzido pela comissão, seguirá para o presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT), que o encaminhará para análise do plenário, sob o risco de desaguar em uma comissão processante, caso os responsáveis pela investigação concluam pela veracidade da acusação e os colegas acatem.