Ao revelar ontem em plenário que o presidente do Sinduscon/Uberaba, Nagib Facury, o procurou para que intermediasse sua ida à ...
Ao revelar ontem em plenário que o presidente do Sinduscon/Uberaba, Nagib Facury, o procurou para que intermediasse sua ida à Câmara visando a tratar da licitação que a Casa está promovendo para reforma e restauro do Paço Municipal, o líder governista Cléber Cabeludo (PMDB) provocou a imediata reação do colega Luiz Dutra (PDT). Presidente da CMU, o pedetista primeiro disse que levaria a proposta à Mesa Diretora e mais tarde afirmou que não acataria nenhum requerimento que viesse do peemedebista, desde que visando à participação na tribuna livre.
Cléber não gostou, especialmente da declaração de Dutra de que não colocaria sequer o documento para apreciação do plenário. “Pelo meu conhecimento, ele não tem poder para isso. Ele não manda nos meus requerimentos”, bradou o líder em entrevista, observando que o plenário é soberano, “não o presidente”, e vai acatar ou não a proposta. Para o peemedebista, Nagib tem todo o direito de ir à Câmara. Através da assessoria de imprensa da CMU, o presidente informou que o fato de haver um processo licitatório em curso inviabiliza a presença do dirigente classista na tribuna.
Ainda conforme a assessoria, o fato pode caracterizar o favorecimento de alguma empresa, sob risco de ferir a lisura do processo. Dutra assegura que está aberto a uma visita técnica, opção que tem o apoio do primeiro-secretário da Mesa Diretora, professor Godoy (PTB). “Espero de tudo isso que tenhamos lucidez para primeiro discutir administrativamente e, se necessário, trazer para a tribuna. Penso que os ânimos vão se acalmar e que tenha alguém para fazer o serviço [reforma]”, afirma.
Toda a celeuma decorre do fato de que a primeira licitação lançada pela Casa – cujos envelopes seriam abertos em dezembro – não encontrou nenhuma empresa interessada, quando Dutra reagiu alegando que elas agiam no “capricho e a propósito da ganância do lucro, de às vezes querer ganhar muito mais do que aquilo que possa ser feito”. Nagib saiu em defesa da categoria, citando que o valor previsto para as obras não era viável. (RG)