Na condição de líder do Governo na Câmara, Samuel Pereira (PR) solicitou ontem o sobrestamento do Projeto de Lei 183/13
Na condição de líder do Governo na Câmara, o vereador Samuel Pereira (PR) solicitou ontem o sobrestamento do Projeto de Lei 183/13, que autoriza o Executivo a qualificar e/ou contratar Organizações Sociais (OSs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) para atuarem nas mais diversas áreas, como saúde, educação, meio ambiente e cultura. O Jornal da Manhã já havia apurado que o prefeito Paulo Piau (PMDB) faria a retirada da matéria da pauta da sessão extraordinária desta sexta. Um grupo de vereadores defende o desmembramento da proposta por áreas, já que a intenção do governo, inicialmente, é terceirizar a gestão do Hospital Regional, em obras. Várias emendas foram apresentas ao PL, inclusive trazendo essa divisão. O prefeito chegou a sinalizar com essa possibilidade, mas posteriormente disse que a Câmara seria corresponsável pelo atraso na inauguração da unidade se não votasse o projeto “A Casa não pode ficar com essa responsabilidade como o prefeito disse”, desabafou o presidente Elmar Goulart (SDD), ao revelar em plenário que incluiu a matéria na pauta para dar início à discussão e chegar a um desfecho. Ele revelou ser favorável ao desmembramento. “O governo é sensato”, assegurou Samuel, ao justificar o pedido de sobrestamento, acrescentando que Paulo Piau quer ouvir os vereadores, e sua equipe está pronta para os esclarecimentos necessários. “Ele [prefeito] quer a harmonia entre os poderes”, afirmou o líder. O vereador Marcelo Borjão (DEM), um dos principais articuladores para que o projeto não fosse votado ontem, como manifestou em plenário, ainda criticou a inclusão das matérias na pauta da sessão extra. Em sua opinião, a reunião deveria ser exclusivamente para a despedida de Tony Carlos (PMDB), que assumirá como deputado estadual semana que vem. O vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) cobrou a realização de uma audiência pública para debater a proposta com a sociedade, ao que o colega Cléber Cabeludo (PROS) lembrou que o PL é genérico ao assegurar a contratação das OSs e Oscips para várias áreas. Ele também se posicionou favorável ao desmembramento do texto. Samuel disse que levará ao prefeito a proposta da audiência. Na sua avaliação, o Executivo não teria problemas para aprovar o PL, mas, por ser sensato, quer votar em consonância com todos os vereadores. A reunião contou com a participação de um grupo de manifestantes contrários à terceirização do hospital. Eles portavam cartazes com mensagens tais como “Saúde é direito e não mercadoria”, “Saúde deve ser de domínio público” e “Frente Nacional contra a Privatização da Saúde”. Posto. Em que pese ter atuado como líder governista na reunião de ontem, Samuel Pereira ainda vai sentar-se com o prefeito para tratar da questão. “Hoje sou líder, mas outro vereador poderá assumir a liderança”, disse ele, que é pré-candidato a deputado estadual e teme encontrar dificuldades para conciliar as funções, preocupação já externada pelo próprio Paulo Piau.