Para o presidente da CMU, as 84 sessões realizadas por ano são suficientes para aprovar todos os projetos.
Embora sem discussão oficial no plenário nas primeiras sessões do ano, a proposta de elevar o número de sessões em quantidade de horas e em dias da semana não foi ignorada pelos vereadores. Nos bastidores, há manifestações favoráveis e contrárias. O defensor da mudança, Lerin (PSB), disse ter sido procurado esta semana por alguns parlamentares estreantes no Legislativo, solicitando mais tempo para analisar a questão. “Quatro colegas se manifestaram de forma favorável”, disse.
A ideia surgiu na observação do funcionamento da Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O vereador entende ser exequível a elevação de quatro para seis horas nas sessões Legislativas que passariam a ser realizadas pela manhã e à tarde de segunda a quinta-feira. Para permitir o acompanhamento técnico e jurídico pelas comissões permanentes da Câmara, estabelecendo vasta análise em torno da proposta, Lerin informou ao JM a intenção de apresentar o projeto à Casa para início da tramitação na próxima semana.
O aumento da carga horária no Legislativo municipal, na análise do presidente Lourival dos Santos (PCdoB), é desnecessária. São 84 sessões realizadas por ano, número suficiente para aprovar todos os projetos e requerimentos. Em 2008, segundo ele, nenhuma matéria ficou pendente devido à prorrogação das últimas reuniões em até seis horas a mais que o normal. “Não podemos comparar a nossa estrutura com a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal que recebem demanda do Estado e do país, portanto, tem outra realidade”, assegura.
Quanto à alteração de horário das sessões para o períodos vespertino e noturno proposta pelos vereadores João Gilberto Ripposati (PSDB) e José Severino Rosa (PT), ainda não há consenso. O presidente Lourival dos Santos considera imprescindível a análise criteriosa envolvendo a sociedade sobre os benefícios e dificuldades impostos pela possível alteração.