O grupo dos quatro vereadores da oposição discutiu, com Luiz Dutra (PDT), costuras para eleição da Mesa Diretora da CMU.
Fim de semana foi produtivo para os integrantes da bancada oposicionista. Depois de encontro com Lourival dos Santos no sábado (20), o grupo dos quatro, formado por Afrânio Cardoso Lara (PP), Carlos Alberto Godoy (PRB), Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) e João Gilberto Ripposati (PSDB), também se sentou com Luiz Humberto Dutra (PDT) para discutir costuras para eleição da Mesa Diretora.
Segundo o democrata Itamar, na conversa foi tratada a possibilidade de o vereador integrar uma chapa e fechar parceria com o grupo, que por enquanto conta também com o apoio do atual presidente, Lourival dos Santos (PCdoB). “Percebi que o Dutra não vem para compor, mas para ser presidente”, destaca. Itamar revela ainda que a prioridade seria colocar Lourival como nome à presidência, porém considera difícil trazer mais dois votos. “Ele não está conseguindo aglutinar. Não sei se os problemas para fechar as contas atrapalharam ou se existe a vontade de não repetir mandato”, conta.
De acordo com o democrata, no momento, Dutra parece ter um poder de articulação melhor que o de Lourival, além de ser o segundo mais velho dos vereadores. “Em caso de empate, tanto eu como o Dutra ganhamos com sete votos por causa da idade. Se fosse eu o candidato, acredito que o prefeito não aceitaria o meu nome e interferiria para evitar essa situação. Então, precisaríamos garantir oito votos. Já o Dutra bastaria trazer mais um, o que é mais fácil”, argumenta.
A princípio, Itamar declara que o pedetista mostrou-se aberto ao convite. Ele acredita que Dutra faria o Poder Legislativo independente, enquanto Cléber Cabeludo seria a “cara-metade do prefeito”. Questionado sobre o assunto, Luiz Humberto Dutra desconversa e alega que a escolha da presidência da Câmara é muito delicada e desgastante. Por isso, preferia não antecipar nada até a próxima segunda-feira. (GB)