Aproximadamente 70 guardas municipais aderiram à paralisação realizada ontem para cobrar melhorias salariais da Prefeitura. O número corresponde a mais de 60% do efetivo
Jairo Chagas
Sem ser recebidos pelo prefeito Paulo Piau, integrantes da Guarda Municipal foram para a porta da PMU ontem Aproximadamente 70 guardas municipais aderiram à paralisação realizada ontem para cobrar melhorias salariais da Prefeitura. O número corresponde a mais de 60% do efetivo, composto por 114 homens. A categoria solicita o aumento da gratificação por produtividade para R$1.200 e a criação imediata do adicional de periculosidade, mas não houve avanço nas negociações. O grupo ameaça entrar em greve a partir de quinta-feira (12) se as demandas não forem atendidas. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), Luiz Carlos Santos, esteve com o prefeito Paulo Piau (PMDB) ontem para discutir as reivindicações dos GMs. De acordo com o sindicalista, o governo municipal alega não ter condições de atender demandas isoladas e quer deixar as solicitações do grupo para a pauta de negociação geral do funcionalismo em 2014. “Nós levamos a proposta da administração para os guardas, mas a categoria não aceitou e manteve a paralisação de alerta. Agora a Prefeitura tem prazo até quarta-feira para se manifestar sobre as reivindicações. Se não tiver retorno, os guardas estão convencidos a entrar em greve por 30 dias”, acrescenta Santos. Na tarde de ontem, uma parte da categoria ficou mobilizada no Centro Administrativo e solicitou uma nova audiência com o prefeito, mas ninguém foi recebido no gabinete. Em protesto, os guardas gritaram frases de impacto e cobraram de Piau o cumprimento de promessas de campanha. Além do apoio do SSPMU, o movimento teve suporte do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) e do de Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae).