Jairo Chagas
Elisa Araújo e seu vice, professor Moacir Lopes, logo após a votação no Colégio Marista Diocesano
Mais votada nas eleições municipais, Elisa Araújo (Solidariedade) afirma que não buscará alianças com outros partidos ou apoio de candidatos derrotados para a campanha do segundo turno. A candidata declarou em entrevista à Rádio JM que a decisão é para ser coerente com o projeto de renovação na Prefeitura.
A prefeitável argumentou que na pré-campanha conversou com diversas forças políticas para compreender o cenário local e analisar a existência de uma aliança viável, mas nenhum grupo era compatível com os valores defendidos pela candidata. “Não temos previsão de aliança. Dentro dos nossos princípios e objetivos para fazer a verdadeira mudança, entendemos que teríamos que ir sozinhos e agora entendemos que devemos continuar sozinhos”, justificou.
Questionada sobre o eventual relacionamento com nova Câmara Municipal com apenas um vereador do Solidariedade eleito, Elisa comemorou a renovação no Legislativo e disse não enxergar complicação para dialogar com os parlamentares. “Não vejo problemas para trabalhar no Legislativo sem maioria. Vamos colocar para aprovar bons projetos e que sejam conhecidos pela comunidade. Assim não é preciso negociar nada às escuras. Teremos um governo à base do diálogo, inclusive com a Câmara”, disse.
À frente na votação e com vantagem de quase 10 pontos percentuais para o segundo colocado, a prefeitável disse ter sido surpreendida com o resultado e total de votos no primeiro turno. Entretanto, ela posicionou que os números não são motivo para relaxar na segunda etapa da disputa. “Não temos eleição ganha. Vamos zerar o jogo e começar como se não tivesse nenhum voto”, encerra.
A reportagem do Jornal da Manhã também tentou ouvir ontem o candidato Tony Carlos sobre o resultado do primeiro turno, mas ele não foi localizado para comentar o assunto até o fechamento desta edição.