POLÍTICA

Manifestantes declaram que não permitirão o traslado dos restos mortais de familiares

Assunto gerou polêmica na última semana e a Prefeitura vem sendo questionada por familiares sobre a situação

Gisele Barcelos
Publicado em 05/09/2020 às 15:18Atualizado em 18/12/2022 às 09:18
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Foto/Jairo Chagas

Cerca de 20 pessoas participaram ontem de manifestação na porta do cemitério Medalha Milagrosa Cerca de 20 pessoas participaram ontem de manifestação na porta do cemitério Medalha Milagrosa e protestaram contra a transferência de restos mortais do local para o novo cemitério-parque. O assunto gerou polêmica na última semana e a Prefeitura vem sendo questionada por familiares sobre a situação.

Durante o ato, manifestantes declararam que não permitirão o traslado de restos mortais de familiares e também questionaram a situação de quem adquiriu túmulo perpétuo no Medalha Milagrosa, caso a Prefeitura determine a transferência dos corpos e o fechamento do cemitério.

Em entrevista à Rádio JM ontem, o procurador-geral do Município, Paulo Salge, posicionou que não houve ordem imediata para o traslado de restos mortais para o novo cemitério-parque e nem de fechamento do Medalha Milagrosa. “Não existe previsão presente de nenhuma transferência. Não tem ordem, nenhum ato normativo”, manifesta.

Por outro lado, o advogado admite que a administração precisa buscar uma solução a longo prazo para o Medalha Milagrosa. “Temos um prazo de 15 anos para fazer estudo conjuntural [...]. Existe uma prospecção prevista no contexto vitalício e a possibilidade de traslado em um período de até 15 anos [...]. Posso adiantar que tudo será feito harmoniosamente com a família. Não haverá ato de imposição. Não vai ter prejuízo para ninguém. Os direitos adquiridos estão sendo respeitados [...]. Até que a questão seja harmonizada, a administração do Medalha Milagrosa continuará perene e o local aberto para visitação normal”, argumenta.

Salge ainda afirma que um decreto está sendo formatado para regulamentar a questão do Medalha Milagrosa. Segundo ele, o texto deve ser publicado ainda este mês e assegurará enfaticamente que não haverá transferência de corpos no momento. O advogado também informa que o decreto terá critérios para resguardar nos próximos anos o direto das famílias que compraram túmulos perpétuos no Medalha Milagrosa. 

Apesar de defender que não houve ilegalidade na construção do Medalha Milagrosa dentro da área do Parque Tecnológico 20 anos atrás, Salge declara que a existência hoje do cemitério no local não está em conformidade com o objetivo do espaço. “O parque tecnológico está avançando e o cemitério está desgarrado do propósito. A localização não é a ideal. Temos que rever posições”, justifica, acrescentando também que existem questões ambientais que precisam ser consideradas em relação ao futuro do cemitério existente.

O procurador nega que um acordo judicial já tenha sido firmado em relação ao cemitério e justifica que as medidas em estudo são precaução. De acordo com ele, conversas estão em andamento com o Ministério Público e toda a situação vem sendo apresentada para a promotoria. 

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