A praticamente 15 dias do fim do prazo para desincompatibilização dos interessados em disputar as eleições de outubro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu esta semana com os ministros que devem deixar o governo para serem candidatos este ano. A movimentação intensificou as especulações nos bastidores políticos sobre a possibilidade do ex-deputado Marcos Montes (PSD) de assumir o Ministério da Agricultura.
Na reunião, o presidente tratou com os ministros sobre a reforma na equipe, já que está prevista a saída de, ao menos, dez ministros por causa do pleito. A titular do Ministério da Agricultura, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, está entre os nomes que deixarão o cargo até abril para viabilizar candidatura este ano.
Apesar da conversa, Bolsonaro ainda não anunciou o nome dos substitutos para as pastas. No entanto, o Presidente já indicou que a maioria dos nomes “tampões” serão soluções caseiras de dentro das próprias pastas, ou seja, com a promoção de secretários-executivos – cargo ocupado por MM no Ministério da Agricultura. Ele, inclusive, estaria levando em consideração a indicação de todos os ministros.
Para o Ministério da Agricultura, chegou a ser ventilado novamente o nome do senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Ele foi um dos defensores do governo na CPI da Covid. O gaúcho até confirmou que houve convite para assumir o cargo, mas declarou que não aceitou o posto porque continua firme na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul.
O parlamentar, inclusive, disse acreditar que Marcos Montes, atual secretário-executivo do Ministério da Agricultura, será o escolhido para substituir Tereza Cristina. “A minha aposta é Marcos Montes. A ministra Tereza Cristina tem feito um bom trabalho, e qualquer pessoa que ocupar o cargo dela tem de continuar esse desempenho. Ele está ali do lado, e o presidente vai acatar a indicação dela”, frisou.
Procurado pela reportagem do Jornal da Manhã, MM disse apenas que não há nada formalizado sobre uma possível nomeação para o cargo de ministro. Ele declarou estar aguardando as definições oficiais do Planalto e preferiu não se manifestar no momento sobre os rumores de eventual indicação para o comando da Agricultura.
Além de Tereza Cristina, já anunciaram desligamento do cargo os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Gilson Machado (Turismo), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), João Roma (Cidadania), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e Flávia Arruda (Secretária de Governo).