Em visita a Uberaba ontem para discutir o surto de lagarta da soja nos estados de Goiás e Minas Gerais, o ministro de Agricultura, Antônio Andrade (PMDB), classificou como “ato de inteligência” a solução anunciada para o impasse do gasoduto, porém não deixou de alfinetar as lideranças do grupo político adversário. Cotado para compor a chapa que fará oposição ao ninho dos tucanos na sucessão do governo mineiro, o peemedebista fez questão de ressaltar a impossibilidade de avançar com a proposta mais econômica de gasoduto devido à falta de acordo com governo de São Paulo – Estado também liderado pelo PSDB. Por outro lado, Andrade analisa que o governador Antonio Augusto Anastasia acertou em apresentar uma alternativa para viabilizar o duto e não se prender à autorização do correligionário Geraldo Alckmin (PSDB). “Foi um ato de inteligência do governador. Ele não conseguiu avançar com o governo de São Paulo, também do PSDB, e trazer o gás de Belo Horizonte era a melhor opção para não perder a fábrica de amônia. Esse é um investimento de bilhões de reais do governo federal que não poderia ser perdido por causa de um gasoduto”, destaca. Sutilmente colocado como pré-candidato a governador durante a palestra na ABCZ pelo prefeito Paulo Piau (PMDB), o ministro endureceu as críticas ao governo tucano ao tratar das articulações políticas em Minas. Segundo o peemedebista, a indefinição sobre uma aliança com o PT no palanque mineiro não fortalecerá a candidatura adversária – aglutinada em torno do nome do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB). “Os tucanos estão no final de linha. Fizeram um plano de gestão que não deu certo e hoje o governo está com finanças quebradas. O Estado tem que ser mola mestra e impulsionar o desenvolvimento, o que não está acontecendo em Minas”, disse, justificando que tanto o PMDB quanto o PT apresentam uma plataforma diferente da atual gestão estadual.