Em plena temporada de arranjos político-partidários visando às eleições de 2014, o PSD ainda não definiu qual caminho irá seguir em Minas Gerais, se com o pré-candidato do PT, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), ou com o nome do PSDB, que, ao que tudo indica, será o ex-ministro Pimenta da Veiga – ambos são ex-prefeitos de Belo Horizonte.
Deputado federal e vice-líder do PSD na Câmara, Marcos Montes admite que há um racha interno, mas diz que irá trabalhar até os 45 minutos do segundo tempo para que o partido apoie a chapa tucana. No entanto, ele adianta que se a opção da legenda for pelo petista, irá seguir a orientação partidária. MM e correligionários estiveram reunidos com Pimentel e seu grupo e também com Pimenta da Veiga e aliados e ambos ofereceram ao PSD participação na chapa majoritária. Os primeiros, a vaga ao Senado.
“Eles também [PT] ofereceram outras vantagens na chapa proporcional”, disse Marcos Montes, que em relação às eleições para a Presidência da República já adiantou ao comando partidário nacional que apoiará o nome de Aécio Neves (PSDB). A posição do deputado contraria tendência do PSD de seguir com a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), entretanto, ele repetiu ao Jornal da Manhã o que disse a Gilberto Kassab: “Qualquer mineiro [na disputa] eu iria com ele, principalmente o Aécio. É a oportunidade que Minas tem de ocupar espaço depois de Juscelino [Kubitschek]”.
MM e o presidente nacional do PSD se reúnem nesta segunda, em São Paulo, antes de o deputado seguir em missão oficial à China, para mais uma rodada de negociações quanto ao futuro do partido no pleito de 2014. Para Marcos Montes, os nomes para a sucessão em Minas, as chapas, serão fechados até março. Ele diz acreditar que o grupo atualmente no comando do Estado deverá lançar Pimenta da Veiga como governador e, de vice, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro (PP), sendo o nome ao Senado do atual chefe do Executivo, Antonio Anastasia (PSDB).
O grupo ofereceu a suplência de senador para o PSD. Na sua avaliação, a eleição de Anastasia está ganha e em sendo Aécio eleito presidente, possivelmente o hoje governador será “um superministro”, abrindo caminho para o partido no Senado. Se o projeto do tucano não for bem-sucedido nacionalmente, mas no Estado sim, a agremiação demandou o comando da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).