Morreu ontem aos 84 anos, em decorrência de parada cardíaca, o ex-vereador e ex-deputado estadual Eurípedes Craide. Natural de Conquista (MG), ele construiu uma sólida carreira política
Morreu ontem aos 84 anos, em decorrência de uma parada cardíaca, o ex-vereador e ex-deputado estadual Eurípedes Craide. Natural de Conquista (MG), ele construiu uma sólida carreira política, que teve início em 1954, quando exerceu seu primeiro mandato eletivo, na Câmara de Uberaba, sendo reeleito em 1962 como o mais votado da cidade, com então 1.900 votos.
Em 1967, assumiu como deputado estadual, cargo que exerceu por seis legislaturas consecutivas, até 1991, período em que sua atuação foi decisiva para a instalação em Uberaba do Conservatório Renato Frateschi e de escolas estaduais de primeiro e segundo graus; a elevação de Ponte Alta a distrito de Uberaba; o asfalto até Delta; a ligação entre a cidade e a região do Chuá, Veríssimo e Campo Florido pela BR-262, entre outras.
“Quando nada mais existir, ainda restará minha história”, disse seu filho, Wilson Marega Craide, durante o velório realizado no Salão Nobre da Câmara, como era desejo do ex-deputado, que também era advogado e foi secretário de Estado de Administração. “Meu pai conseguiu construir uma história bonita nas políticas uberabense e mineira. Dos seus 36 anos de mandato político, me lembro bem dos momentos em que ele se levantava às 5h da manhã para fazer anotações em sua caderneta referentes aos recursos utilizados por ele na distribuição de bolsas de estudo daquela época. Isso me marcou muito”, disse Wilson.
Pelo velório de Craide passaram o prefeito Paulo Piau (PMDB), que teve seu apoio durante a eleição de 2012, e a primeira-dama Heloísa; o vice-prefeito Almir Silva (PTdoB); os deputados Marcos Montes (PSD) e Tony Carlos (PMDB); os ex-prefeitos Anderson Adauto (PRB) e Silvério Cartafina; os ex-vereadores Teresinha Cartafina e Hilton Del Duque, entre outras lideranças políticas e empresariais, familiares e amigos.
Durante o velório as bandeiras na Câmara estavam a meio mastro, em sinal de luto. O corpo de Craide seguiu no carro do Corpo de Bombeiros e foi sepultado no cemitério São João Batista. Ele deixa viúva Zenith Marega Craide e os filhos Wilson, Ricardo Marega Craide e Rosana Helena Craide (médica), além de quatro netos.
“Craide praticou o bem e usou sua inteligência e seu coração para fazer as coisas que teve vontade de realizar. Ele amava fazer política e eleições”, disse Paulo Piau, ponderando que a política no Brasil vive um momento de desprestígio, mas, em relação ao ex-deputado, “a gente encontra argumentos para evidenciar o trabalho de uma pessoa que viveu para a política, nasceu para isso”.