A saída do PSL pode não ser tão simples para o grupo de vereadores convidado a se filiar ao novato Solidariedade (SDD). Segundo o presidente do Diretório Municipal, José Luiz Alves, o estatuto do partido é claro ao trazer que as desfiliações devem ser solicitadas junto ao comando estadual. Por conta disso, o dirigente não assinou o pedido de China para deixar a legenda “porque não estou habilitado a assinar”, completou. Dono da maior bancada na Câmara, com três cadeiras, o PSL corre o risco de desaparecer na Casa se os vereadores migrarem para o SDD. José Luiz, no entanto, escancara os bastidores partidários ao revelar que “ninguém perde o que nunca teve”. Segundo ele, o grupo nunca teve comprometimento com a legenda ou se portou com companheirismo e mais: em sua opinião, usou a sigla apenas para se eleger. “Então, a saída dele [China] ou de quem mais quiser não traz danos ao partido”, dispara José Luiz, para quem o PSL não enfraquece, ao contrário, abrirá espaço para outros nomes que futuramente poderão compor chapa na disputa em 2016. Conforme Zé Luiz, os três também nunca encaminharam a contribuição partidária, em espécie e, nesse sentido, sinaliza que a Executiva Estadual poderá cobrar os atrasados para liberar as desfiliações.