A criação de uma cobrança progressiva de ITR (Imposto Territorial Rural) foi defendida pelo pré-candidato a Presidente Ciro Gomes (PDT) durante encontro com apoiadores em Uberaba. No discurso, o pedetista citou a vocação do agronegócio na região e justificou que a proposta ofereceria incentivo para as fazendas com práticas sustentáveis.
O presidenciável defendeu o novo formato de cobrança do ITR como uma das estratégias para trazer recursos aos cofres públicos e permitir o investimento em projetos para o desenvolvimento do país.
De acordo com Ciro, a arrecadação com o ITR atualmente é muito baixa e medidas podem ser implementadas para aprimorar o recolhimento. “O ITR brasileiro todo recolhe menos do que a cidade de São Paulo arrecada com IPTU por mês”, defendeu.
Para minimizar reação do setor agropecuário, Ciro afirmou que a proposta de estabelecer o ITR progressivo não afetaria as propriedades que fazem o bom uso da terra. Segundo ele, as fazendas produtivas e que respeitam as leis ambientais e trabalhistas não pagariam imposto.
Por outro lado, o pré-candidato afirma que propriedades em que há desmatamento ou outras práticas irregulares pagariam uma alíquota progressiva mais pesada, sendo os recursos destinados para financiar projetos de reforma agrária.
Além disso, o pedetista ainda questionou que o governo federal é defensor de um modelo de produção arcaico e contrário à tendência atual de preservação do Meio Ambiente, o que prejudicará os negócios do setor futuramente. “O agronegócio não está vendo direito o que vai acontecer. Vão perder a galinha dos ovos de ouro, porque o argumento ambiental vai crescer e será o novo pretexto para o protecionismo do mundo, porque a França não tem a competitividade agropastoril do Brasil e precisa de um pretexto para não deixar o mercado abrir”, apontou.