Na segunda-feira (27), pela manhã, em Brasília, representantes dos Ministérios da Fazenda e da Casa Civil vão se reunir com diretores das empresas Mosaic e EuroChem e do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos, Indústrias Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima), do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), do Metabase de Catalão (GO) e do Metabase de Patos de Minas.
É a segunda vez que as empresas e entidades se reunirão com o governo federal para discutirem medidas de enfrentamento à crise do setor, que tem gerado incertezas sobre a manutenção de empregos após o anúncio da redução das operações da Mosaic em unidades de Minas e Goiás.
Sob a liderança do ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro Anderson Adauto, a comitiva havia se reunido anteriormente com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), órgãos que integram o grupo de trabalho criado pelo governo federal para discutir alternativas para o setor.
De acordo com Anderson Adauto, as reuniões integram os trabalhos da “sala de crise” criada pelo governo federal.
Os sindicatos defendem medidas emergenciais para preservar os empregos e políticas permanentes que fortaleçam a produção nacional de fertilizantes e reduzam a dependência das importações. A mobilização também busca garantir a participação dos trabalhadores nas negociações.
“O nosso objetivo é sensibilizar o governo federal para a adoção de medidas que garantam a competitividade da indústria nacional e reduzam os impactos da crise sobre trabalhadores e empresas”, destacou Adauto.
A Mosaic já anunciou, a partir de setembro, a hibernação de sua unidade de produção de fertilizantes em Uberaba. Conforme a empresa, as medidas decorrem das restrições no fornecimento mundial de enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados. A Mosaic atribui o cenário à instabilidade geopolítica, às limitações nas rotas marítimas internacionais, ao aumento da demanda global e à alta dos custos da matéria-prima.