Jairo Chagas
Para José Renato, o momento é de extremo otimismo e confiança, resultado da credibilidade do atual governo
“Uberaba vive o seu melhor momento político, com credibilidade, confiança e os números mostram que o desenvolvimento do Brasil Central passa por aqui”. A afirmação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes, acrescentando que Uberaba já colhe os frutos do anúncio da vinda do gasoduto feito pelo governador Antônio Anastasia, na sexta-feira.
No mesmo dia do anúncio da vinda do gás, quatro empresas procuraram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico em busca de mais detalhes. Segundo ele, o momento é de extremo otimismo e confiança, resultado de uma série de fatores que envolvem a solidez política, a credibilidade do governo municipal e, principalmente, a articulação do prefeito Paulo Piau junto aos governos do Estado e Federal. “Dizíamos na campanha eleitoral que o Piau era o único candidato capaz de unir o Estado e o Governo Federal em prol de Uberaba, a prova está aí. Anastasia vem, anuncia o gasoduto totalmente mineiro, traz um novo eixo de desenvolvimento para Minas e viabiliza a fábrica da Petrobras. Há pouco mais de um ano este fato seria inimaginável, mas é um exemplo clássico de como a boa política melhora a vida das pessoas, não a política do eu, mas a política do interesse coletivo”, disse.
Segundo Gomes, prova disso é o número de vezes que o Governador esteve em Uberaba em 2013. Na sexta feira, por exemplo, Anastasia trouxe os presidentes da Gasmig (Jose Carlos de Mattos) e da Cemig (Djalma Morais) juntos para garantirem de público a vinda do gás.
No mesmo dia a cidade recebeu o ministro da Agricultura Antonio Andrade e hoje recebe a ex-ministra e secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck. “Uberaba está de volta ao noticiário nacional, dessa vez com boas notícias e novas conquistas. As autoridades voltaram à cidade, que respira respeito e desenvolvimento”, declarou.
Outra ótica. Para o secretário, o gás vindo de onde vier é bem vindo, no entanto, por ser mineiro, traz uma perspectiva de desenvolvimento integrado para toda uma região, beneficiando várias cidades mineiras. “O governador trouxe o desenvolvimento para Minas e não para São Paulo. A partir desse anúncio criou-se outra lógica, pois agora quem se mostrar contra o gás mineiro, coloca-se contra dezenas de municípios que já estão vibrando com essa nova estratégia de Minas”, disparou.
Influência do empreendimento pode gerar 50 mil empregos
Na avaliação do secretário, toda da sistemática atraída pelo gasoduto e a fábrica de amônia deve movimentar algo em torno de 50 mil empregos nos próximos anos. Para se ter uma ideia, antes mesmo do anúncio oficial, a Sedec já vinha trabalhando na orientação e fomento dos negócios que podem surgir a partir desse novo eixo de desenvolvimento. O resultado é que apenas em 2013 quase 100 empresas foram aprovadas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Uberaba. Antes disso, nos últimos cinco anos foram apenas 20. “Nós estamos mudando de fato Uberaba.
Trabalhando com o empresariado local sem se esquecer de abrir as portas para as novas empresas. Nossa geração de empregos é uma das melhores do país. Saímos da 14ª posição em dezembro de 2012 e ganhamos 9 posições. Somos hoje, em apenas 10 meses, a 5ª colocada em geração de empregos em Minas. Nosso VAF – Valor Adicionado Fiscal – deu um salto de mais de 25%, ou seja, o prefeito tem conseguido passar a credibilidade da cidade tanto para a classe política quanto para a iniciativa privada, talvez esse seja o grande mérito desse governo, agir por Uberaba”, disse.
Pessimistas. Sobre os pessimistas em relação ao novo “boom” econômico da cidade, o secretário foi enfático. Para ele, o momento de Uberaba se compara à vinda da Fosfertil na década de 70, que mudou positivamente a cidade, e isso deve incomodar aqueles que preferem inverter a lógica das boas notícias. Antes as pessoas tinham esperança, hoje elas têm certeza, isso é o que importa. É a vez de Uberaba. É hora da uniã Prefeitura, Minas, Governo Federal e empresariado", finalizou.