Articulações sobre a nova Mesa Diretora da Câmara continuam esquentando os bastidores políticos. Apesar de a maioria da base aliada citar apenas que a presidência deverá ser ocupada por nome de consenso, a informação é que o vereador Cléber Humberto Souza Ramos (PMDB) é o mais cotado para o cargo. Segundo o vereador eleito Antônio Gonçalves dos Reis, o Lerin (PSB), as conversas já estão acontecendo de forma informal e existe uma “nuvem política” apontando para a confirmação de Cléber como presidente da Câmara. “Quem foi reeleito na base aliada tem mais chances. Analisando que Lourival é presidente e o Tony já foi, a escolha tende para o Cléber, ainda porque ele é o líder do prefeito”, disse. Sobre a possibilidade de abrir uma terceira via através do grupo dos novatos, Lerin afirma que qualquer um dos 14 eleitos tem capacidade para postular, mas nega existência de movimentação nesse sentido até agora. “Conversa entre o grupo não ocorreu. Mas ainda acredito que os reeleitos tenham mais chances”, salienta, afirmando que a definição deverá ocorrer no período de 10 a 15 de dezembro. Também confirmando as sondagens em torno da Mesa, o peemedebista Marcelo Machado Borges, o Borjão, adianta que seu voto seguirá o candidato apresentado pelo partido, mas não prefere entrar no mérito entre Cléber e Tony. “Os dois são pré-candidatos e devem chegar a um consenso. Vou acompanhar o PMDB, se colocar candidato”, sentencia. Já Luiz Humberto Dutra (PDT) não menciona nome ou partido, defendendo que a presidência deverá ter uma pessoa de consenso. Sobre os novatos, ele afirma que não existe subgrupo dentro da base aliada e não é feita distinção entre os cinco reeleitos e os outros nove. “Deve ser escolhido que tiver mais aceitação. Para mim, o ideal seria uma chapa única, sem disputa, para evitar o desgaste. Chegar com a decisão previamente mostraria maturidade do Legislativo”, encerra.