Paralisada há um ano, obra da represa no rio Uberaba não tem previsão para ser reiniciada. Codau ainda aguarda a revisão do projeto estrutural da barragem para estabelecer data para a construção ser retomada. Com o atraso no cronograma, a inauguração pode ocorrer somente no fim do atual governo.
Em entrevista à Rádio JM esta semana, o presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, explicou que uma empresa foi contratada para o gerenciamento da obra e apresentou dois relatórios à companhia. Um dos documentos indicou 26 inconsistências no projeto e o outro alertou que era necessária a revisão do projeto para corrigir as questões e dar segurança para a construção.
Entre os problemas identificados, o engenheiro citou questões estruturais de topografia e sondagem de solo, mas há também inconsistências no hidrossedimentológico que podem comprometer a operação da represa no futuro. “Não adianta fazer a barragem sem esse estudo porque vai tendo deposição de material e se perde a altura útil do sistema”, pondera.
Para sanar os problemas e viabilizar a retomada da obra, o presidente da Codau afirmou que licitação será lançada em janeiro para contratar empresa responsável por fazer a revisão dos pontos do projeto que apresentam inconsistências. O valor estimado para o serviço é de R$1,7 milhão e os recursos foram assegurados em financiamento junto à Caixa Econômica Federal.
Apesar das medidas, José Waldir declarou não ter ainda condições de estabelecer cronograma para o retorno dos trabalhos na construção da barragem. Ele manifestou que a data dependerá do tempo necessário para finalizar a revisão do projeto. Com o material em mãos, será possível dar o pontapé na obra novamente. A partir daí, a perspectiva são dois anos para a conclusão, o que deve terminar no fim de 2023 ou meados de 2024.
Questionado, o presidente da Codau posicionou que não foram detectadas falhas no serviço já realizado, pois a construtora interrompeu a obra justamente no ponto em que identificou possíveis problemas.
Por enquanto, não há perspectiva de rescisão do contrato e nem substituição da empreiteira. Em relação a futuros aditivos no valor do contrato, ele adianta que a necessidade também será apontada na revisão do projeto e os eventuais novos custos para a atualização de preços serão arcados com recursos próprios da Codau