POLÍTICA

Obras da PMU continuam paradas

A construção do Centro Avançado de Educação do Boa Vista continua parada este mês. Conforme o superintendente de Obras Públicas da Prefeitura...

Gisele Barcelos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:29
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A construção do Centro Avançado de Educação do Boa Vista continua parada este mês. Conforme o superintendente de Obras Públicas da Prefeitura, José Donizetti de Melo, o atraso não está relacionado à falta de recursos em caixa, mas sim a problemas técnicos. Donizetti confirma que a entrega do Cemea Boa Vista estava prevista para janeiro, mas não será realizada. Segundo o engenheiro, a PMU contratou empresa exclusivamente para execução da estrutura metálica de cobertura das duas piscinas aquecidas, porém o serviço ainda não foi entregue. “A empreiteira que está realizando o projeto geral depende disso para levantar paredes das áreas cobertas, fazer revestimento, pintura, instalação elétrica e terminar o sistema de aquecimento solar”, explica.

De acordo com o superintendente de Obras, a empresa já foi acionada e alegou que teve problemas com fornecedores de matéria-prima no segundo semestre de 2008 e, por isso, a estrutura não foi entregue até agora. “Eles afirmam que o serviço estará pronto até 16 de fevereiro, mas é complicado saber se o prazo será cumprido”, completa. No entanto, o atraso no cronograma pode ser ainda maior. Donizetti explica que a empreiteira tem direito a cinco meses para concluir a construção. “A previsão é que a construtora acabe tudo em dois meses”, pondera. O engenheiro confirma que a obra sairá mais cara do que a estimativa inicial, de R$ 3,1 milhões, devido a mudanças técnicas no projeto. “Não é por causa do atraso”, destaca, afirmando que o valor final será calculado pelo departamento financeiro da PMU.

Quanto aos viadutos nas avenidas São Paulo e Elias Cruvinel, o superintendente admite que a execução está ocorrendo de forma lenta devido a mudanças técnicas realizadas no decorrer das obras. “Além disso, temos uma linha viva. Não paramos, nem retardamos o trânsito na ferrovia em nenhum momento. O mesmo vale para o tráfego de veículos”, argumenta.

Por esta particularidade, Donizetti afirma que foi necessário elaborar um projeto diferenciada para cravar as estacas que dariam suporte à nova estrutura a ser construída na avenida São Paulo. Já no viaduto da Elias Cruvinel, houve duas situações: foi preciso deslocar nova coluna de concreto por causa de fundação antiga e também está sendo analisado desvio da rede de água. “Isso todo não pode ser feito sem ordem do calculista ou com análise topográfica e anuência da própria FCA. Também precisamos combinar com o Codau para paralisar a rede. Demanda tempo”, defende.

O engenheiro admite que os atrasos devem resultar em acréscimo no contrato, mas afirma que os cálculos ainda não estão prontos. Ele lembra que a obra, iniciada em novembro, está prevista para ser entregue em cinco meses. “Isso com as atividades em pleno funcionamento. Porém, as chuvas também atrapalham o cronograma. A simples troca do telhado no gabinete Centro Administrativo, que inicialmente demandaria no máximo cinco dias de trabalho, só ficará pronta daqui a dez dias por causa das últimas chuvas, por exemplo”, conclui. (GB)

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