POLÍTICA

Obras públicas são periciadas para apurar possível superfaturamento

Levantamento é realizado a pedido do Ministério Público para dar continuidade a quatro inquéritos instaurados no ano passado referentes à gestão do ex-prefeito Paulo Piau

Gisele Barcelos
Publicado em 25/04/2022 às 21:51Atualizado em 18/12/2022 às 19:32
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Peritos colhem amostras de asfalto para analisarem a qualidade de recapeamento realizado em ruas da cidade (Foto/Jairo Chagas)

Para avançar em investigações sobre suposto superfaturamento em obras públicas, perícia do Ministério Público foi realizada em diversos pontos da cidade ontem. Ao longo do dia, vistorias foram feitas nos pergolados instalados no centro de Uberaba, nos bancos do Calçadão e, também, em obras de recapeamento asfáltico.

A realização de perícia foi solicitada anteriormente pelo promotor José Carlos Fernandes, para dar seguimento à apuração de quatro inquéritos civis instaurados no ano passado. Todos são referentes à gestão do ex-prefeito Paulo Piau (MDB). A Promotoria investiga denúncias de irregularidades em dois contratos de pavimentação asfáltica e, também, na instalação dos pergolados na avenida Leopoldino de Oliveira e na substituição dos bancos no Calçadão.

Ao longo do dia de ontem, a engenheira do setor de Perícia do Ministério Público realizou inspeções in loco em ruas do Amoroso Costa, Jardim Triângulo e Boa Vista para analisar o asfalto utilizado em obras de recapeamento na época. Também houve vistoria nos pergolados e nos bancos instalados no centro da cidade.

De acordo com o promotor José Carlos Fernandes, servidores da Prefeitura acompanharam as inspeções realizadas no período da manhã nas ruas do Amoroso Costa, Jardim Triângulo e Boa Vista. Ele acrescenta que a Administração Municipal também deverá apresentar ao Ministério Público cópia dos resultados das análises laboratoriais referente aos recapeamentos feitos ao longo da execução dos contratos de pavimentação asfáltica firmados em 2019.

Fernandes explica que agora é preciso aguardar o relatório final da perícia para definir os próximos passos da investigação. A partir do parecer, ele afirma que a Promotoria definirá como será o encaminhamento dos inquéritos instaurados pelo Ministério Público.

Denúncias encaminhadas à Promotoria estadual contestavam os valores gastos para a instalação de 25 pergolados ao longo da avenida Leopoldino de Oliveira. A Prefeitura foi acusada na época de pagar preço acima do praticado no mercado. Já no caso dos bancos do Calçadão, foi contestado o recurso gasto para a implantação de bancos de concreto, que logo em seguida foram substituídos por equipamentos de madeira.

Quanto aos contratos de pavimentação asfáltica, o questionamento é que a empresa contratada para executar o serviço teria utilizado produto de valor inferior ao pago pela Prefeitura.

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