POLÍTICA

Pais de vítima de linha com cerol vão à Câmara pedir cumprimento de lei

A existência desde o ano 2000 de uma lei municipal que proíbe o uso de cerol nas linhas das pipas que rodopiam pelo céu

Renata Gomide
Publicado em 04/06/2014 às 23:38Atualizado em 19/12/2022 às 07:27
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A existência desde o ano 2000 de uma lei municipal que proíbe o uso de cerol nas linhas das pipas que rodopiam pelo céu de Uberaba não foi capaz de impedir a morte do vendedor Bruno Alves Ferreira, 21 anos, no fim de semana. Seus pais, o jardineiro Vanderlei Galdino Ferreira da Silva e a dona de casa Marlene Arcanjo Alves, estiveram ontem na Câmara, onde a legislação foi aprovada há 14 anos, para pedir que a regra seja cumprida e nenhuma outra família chore a morte de um filho.   “[o Bruno] Não tem mais volta, mas é preciso tomar providências para não ocorrer com outros. Se a lei existe, precisa cumprir”, cobrou Vanderlei, ao revelar que no local onde seu filho foi atingido, na altura do Residencial 2000, continuam soltando pipa com cerol – mistura de cola com vidro moído altamente cortante que é passada na linha do brinquedo –, sem qualquer fiscalização.   “Nada está sendo feito pelos órgãos competentes para inibir o uso de cerol em Uberaba”, disse o vereador Franco Cartafina (PRB) no plenário, citando que após a morte de Bruno, no sábado, uma criança foi ferida pela linha de uma pipa contendo a mistura. Para o vice-líder governista, Kaká Se Liga (PSL) não adiantam leis e autoridades se as famílias não tiverem a consciência de que são responsáveis por seus filhos.   Na opinião de Vanderlei, se os pais forem multados, com certeza não permitirão que os filhos usem cerol nas pipas. Presidente do Legislativo, Elmar Goulart (SD) sinalizou com a necessidade de se fazer uma campanha em parceria com templos religiosos e a imprensa para conscientizar as famílias sobre os riscos dessa mistura perigosa e mortal. Ele é o autor da lei aprovada em 2000.   100 anos. A sessão de ontem no Legislativo também foi marcada pela homenagem ao centenário de Francisco Cavalcante do Nascimento, o Chiquinho Cavalcante, comemorado no dia 25 de dezembro do ano passado. Ele foi um dos precursores do zebu em Uberaba, como lembrou o autor da honraria, o vereador e pecuarista Marcelo Borjão (DEM).

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