Construção de gasoduto entre Betim e Uberaba foi considerada decisão sábia por Piau, que acompanhou a visita relâmpago do governador
Construção de gasoduto entre Betim e Uberaba foi considerada uma decisão sábia pelo prefeito Paulo Piau (PMDB), que acompanhou a visita relâmpago do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) na sexta-feira (29).
Apesar da existência de alternativas mais econômicas para trazer o gás a Uberaba, o peemedebista defende que a opção por um gasoduto inteiramente mineiro foi acertada porque representará um novo eixo de desenvolvimento para o Estado. “Vai gastar mais, porém com certeza Minas terá retorno desse investimento e vai aproveitar a vantagem estratégica da disponibilidade do gás”, afirma.
Neste contexto, Piau também ressalta que a Prefeitura já foi sondada recentemente por empresas interessadas em se instalar no município por causa da oferta do gás. Sem entrar em detalhes sobre os possíveis empreendimentos, o prefeito cita, por exemplo, a indústria cerâmica, que só tem viabilidade a partir desta matriz energética. “Nós temos argila e matéria-prima aqui no município. Veja como se descortina uma nova modalidade industrial para a nossa cidade”, argumenta.
Enquanto o ramal Betim-Uberaba de 457 quilômetros de extensão custará R$1,8 bilhão, o gasoduto Brasil Central da TGBC estava orçado inicialmente em R$1,8 bilhão para implantação total de 905km entre São Carlos (SP) e Recanto das Emas (DF).
Considerando apenas o trajeto da cidade paulista até Uberaba, o ramal para atender à fábrica seria de aproximadamente 250km. A distância corresponde a um quarto do projeto total e a estimativa seria um custo máximo de R$500 milhões no trecho. Em outubro, o prefeito informou que o valor do investimento no trecho seria em torno de R$1 bilhão. Ainda assim o montante seria menor do que o ramal Betim-Uberaba.