Partidos da base de sustentação do governo Anastasia devem decidir na última hora com quem seguirão nas eleições 2014
Partidos da base de sustentação do governo Antonio Anastasia (PSDB), que também apoiam a administração da presidente Dilma Rousseff (PT), devem decidir na última hora com quem seguirão nas eleições de 2014. A avaliação é do presidente do PR Minas, deputado federal Aelton Freitas, que nesta semana sentou-se com a bancada do tucano e na próxima se reúne com aliados da petista, cujo pré-candidato à sucessão estadual é o ministro Fernando Pimentel (PT). “A gente percebe que os partidos estão em dificuldade e naturalmente haverá um racha grande”, pondera Aelton, lembrando que há 12 anos o PR consegue sobreviver apoiando os governos federal e estadual, sendo desejo continuar dessa forma. Entretanto, prossegue, a decisão do senador Aécio Neves (PSDB) de buscar a Presidência da República “pode complicar tudo”. Na prática, as legendas terão que decidir qual grupo apoiar e arcar com as consequências do ato, por essa razão, Aelton entende que o desfecho nas negociações ficará para “a ‘undécima’ hora, para ver o que é melhor para todos, para o Estado, para os partidos e até para nós buscarmos a sobrevivência política”. Até lá, defende o dirigente partidário, será necessário muita conversa e bom senso. No bojo das negociações está a formatação das chapas para a disputa proporcional, ou seja, para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Aelton, que tentará o terceiro mandato consecutivo, diz estar seguro do apoio do prefeito Paulo Piau (PMDB), do qual foi aliado de primeira hora na sucessão municipal. PP já disse que não vai deixar o deputado na mão, em que pese o PMDB ter deliberado por lançar nomes para a Câmara, tanto que reforçou seus quadros com a adesão de Fahim Sawan (secretário municipal de Saúde) e Marilda Ribeiro (subsecretária de Educação). “Confio piamente no prefeito e ele sabe que qualquer outro candidato que sair hoje vai dividir votos”, diz Aelton, sinalizando que se forem muitos os postulantes ao cargo de deputado federal, a cidade poderá perder representação. Atualmente ele e o colega Marcos Montes (PSD) são os únicos parlamentares de Uberaba na Câmara, ao que observa como viável e eleição de mais um nome, desde que seja de um candidato com capacidade para puxar ao menos 80 mil votos. Questionado se esse nome pode ser o do ex-ministro, ex-prefeito e ex-deputado Anderson Adauto (PRB), disse que sim. “Se ele superar os problemas na Justiça, tenho certeza que é uma pessoa eleita.”