A decisão da Câmara de manter o número atual de cadeiras para a próxima legislatura deverá levar muitos partidos a uma readequação visando à formatação das chapas de vereadores para o pleito deste ano. Desde que a discussão em torno dessa proposta veio à tona que as agremiações trabalharam, em sua grande maioria, com base nos 21 assentos.
Para o presidente do PSD, deputado federal Marcos Montes, o resultado da votação não só desestimula muitos pré-candidatos, como traz um reflexo negativo para a democracia, já que ao se retirarem do cenário político, essas pessoas também deixam de falar sobre política. “Essa decisão obstrui a formação de novas lideranças que surgem justamente nesses processos”, aponta MM, acrescentando que sempre foi favorável ao aumento da representatividade, desde que casada com os ajustes nas contas da Casa.
Presidente do PSL, José Luiz Alves não escondeu a surpresa com a votação, já que, em sua opinião, Uberaba, “por sua grandiosidade”, deveria ter 21 vereadores. Ele assegura que o partido não muda a estratégia para ir às urnas em outubro, mas, ao citar que o coeficiente eleitoral será mais alto, admite que deve fazer menos cadeiras do que o esperado.
Já o presidente do Diretório Municipal do PT, Waldemar Pamplona, entende que a maioria agiu conforme queria a opinião pública. “Como a imagem do político em geral é desgastada e pressupondo que o aumento traria mais gastos, o povo é contra”, observa. O único petista com assento na Casa, José Severino, votou favoravelmente às 21 cadeiras, mas, segundo o dirigente partidário, a legenda não tirou nenhuma posição para orientar seu voto.