A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) perdeu a batalha pelo pagamento das emendas parlamentares e o Legislativo deve jogar a toalha
Foto/Rodrigo Garcia/PMU
Vereador Ismar Marão considera a questão da liberação das emendas parlamentares uma causa perdida
“A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) perdeu a batalha pelo pagamento das emendas parlamentares e o Legislativo deve jogar a toalha.” Essa foi a fala do segundo secretário da Mesa Diretora da CMU, Ismar Marão (PSB). Diante do não-pagamento das emendas, até uma retaliação aos projetos do Executivo foi sugerida durante a reunião plenária do mês de setembro.
A discussão sobre pagamentos de emendas parlamentares voltou ao centro dos debates em fala do vereador Samuel Pereira (PR), presidente da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), que reclamou da ausência dos vereadores em reunião para discutir propostas de emendas parlamentares para o orçamento de 2016, que estava agendada para a manhã de ontem. “Eu me senti um inútil. Como presidente da comissão, estou empenhado em resolver essas questões referentes às emendas parlamentares que precisam ser pagas. E nenhum vereador compareceu. Houve apenas duas justificativas”, reclamou Samuel.
Marão pediu aparte e disse que a Câmara deve jogar a toalha nessa luta pelo pagamento das emendas parlamentares. “Essa é uma causa perdida. Estamos brigando por essa questão há dois anos, sem nenhum resultado. Acho que é melhor esquecermos essa questão”, lamentou.
O vereador Cléber Cabeludo (Pros) fez um pronunciamento mais duro. Ele sugeriu retaliação do Legislativo aos projetos do Executivo. “Podemos aqui, nesta Casa, inviabilizar a votação dos projetos do Executivo, ou até mesmo votar contra os projetos que são enviados à Câmara. Só assim o Executivo irá sentir a nossa força. Estão nos desrespeitando”, disse Cléber.
Denise Max (PR) também se queixou da não-liberação dos recursos provenientes das emendas parlamentares. “Eu me sinto desrespeitada. Não quero prejudicar a administração pública, mas a gente percebe que não há um respeito equivalente à importância do nosso papel”, protestou Denise.
Em tom enigmático, Samuel Pereira garantiu que, a partir de novembro, os vereadores do PR votarão em bloco. “Essa foi uma decisão que tomamos no partid eu, a vereadora Denise Max e o vereador Kaká Se Liga (PSL), que virá para o PR. Votaremos como bancada”, frisou.