POLÍTICA

Petrobras confirma investimento, mas gasoduto continua indefinido

Durante encontro com lideranças políticas e entidades classistas em BH ontem, a Petrobras assegurou investimento em Uberaba para implantação da fábrica de amônia

Gisele Barcelos
Publicado em 16/07/2013 às 10:56Atualizado em 19/12/2022 às 12:00
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Sebastião Jacinto Júnior/PMU  

Gilmar Machado, prefeito de Uberlândia; secretária Dorothea Werneck; Olavo Machado, presidente da Fiemg, e o ministro Antônio Andrade acompanham pronunciamento do prefeito Paulo Piau     Durante encontro com lideranças políticas e entidades classistas em Belo Horizonte ontem, a Petrobras assegurou investimento em Uberaba para implantação da fábrica de amônia. No entanto, impasse ainda emperra o início das obras do gasoduto que abastecerá a unidade de fertilizantes nitrogenados.   De acordo com o prefeito Paulo Piau (PMDB), ainda persiste o imbróglio referente à classificação do duto perante a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O órgão também enviou representantes ao evento e reforçou parecer de inconstitucionalidade quanto à proposta inicial de implantar um gasoduto de distribuição que viria de Ribeirão Preto (SP).   Processo para licenciamento de gasoduto de transporte está sendo providenciado em paralelo. O projeto sairia de São Carlos (SP), passando pelo Triângulo Mineiro até chegar a Brasília (DF). O trajeto seria 90 quilômetros maior, o que demandaria mais tempo e recursos para execução da obra.   Piau informa que nova reunião deverá ser agendada ainda esta semana com representantes da ANP, da Advocacia Geral da União e do Ministério de Minas e Energia para solucionar a questão jurídica referente à modalidade do duto. “Agora acabou o tempo. A Petrobras está para abrir a licitação para construção da fábrica e quando isso acontecer temos que estar com a questão do gasoduto definida”, salienta.   Segundo o prefeito, o governo mineiro ainda tenta viabilizar o duto de distribuição. Equipe jurídica interna foi acionada para analisar a questão legal e escritórios especializados também foram consultados para reverter o parecer de inconstitucionalidade. “Tudo indica que não há inconstitucionalidade do projeto. Essa é a posição da Petrobras e da Cemig. Segundo as duas estatais, esse é o melhor caminho. Agora se a opção for pelo duto de transporte, não tem problema. O importante é o gás chegar a Uberaba para abastecer a fábrica”, conclui.   Além de representantes da Petrobras, da Cemig e da ANP, participaram da reunião ontem a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, e o ministro de Agricultura, Antônio Andrade (PMDB). O peemedebista até ressaltou no fim de semana a necessidade de agilizar a obra do gasoduto para viabilizar a implantação da fábrica de amônia em Uberaba.

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