Deputado Paulo Piau (PMDB) está contestando o estudo Improbabilidade Cósmica, divulgado na semana passada pela ONG Transparência Brasil.
Deputado Paulo Piau (PMDB) está contestando o estudo Improbabilidade Cósmica, divulgado na semana passada pela ONG Transparência Brasil. Piau está entre os 360 parlamentares que informaram ter gastado exatos R$ 90 mil com a verba indenizatória no semestre, ou seja, o máximo permitido no período.
Em nota encaminhada à entidade, o deputado pede esclarecimento sobre a pesquisa e argumenta que não existe qualquer ilegalidade em gastar o teto disponível da verba indenizatória. “Se o limite é de R$15 mil, quer dizer que posso prestar contas de gastos até este valor e, por isso, me programo para sempre estar neste limite, em função das responsabilidades a mim atribuídas”, defende, garantindo que não há imoralidade no procedimento.
Além disso, Piau salienta que o relatório não informa os gastos para manutenção do mandato. Ele informa ter encargos com aluguel, água, luz e materiais de expediente de sete unidades administrativas no Estado, bem como despesas para deslocamento, estadia e alimentação para acompanhar o trabalho nas bases eleitorais. “Convido os senhores para aleatoriamente acompanhar-me durante uma semana, de domingo a domingo, para avaliarem o quanto custa o mandato de um parlamentar atuante. A partir daí aceitarei a crítica real e séria desta instituição”, afirma em nota oficial.
O estudo publicado no site Transparência Brasil questiona o fato de parlamentares terem declarado uso de exatos R$ 90 mil em verba indenizatória no semestre. Conforme a pesquisa, a probabilidade de um deputado qualquer apresentar notas fiscais que somem precisamente o montante máximo num único semestre é de cerca de 0,0002%.
Também caíram na malha fina o democrata Marcos Montes e o tucano Narcio Rodrigues. Cada um dos três representantes de Uberaba na Câmara gastou o limite exato da indenizatória no semestre três vezes no decorrer mandato.