POLÍTICA

Piau descarta duodécimo à CMU, mas ajudará a fechar as contas

Reunião ontem à tarde entre o presidente da Câmara, vereador Elmar Goulart, e o prefeito Paulo Piau pôs um fim ao imbróglio

Renata Gomide
Publicado em 20/11/2013 às 20:31Atualizado em 19/12/2022 às 10:09
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Reunião ontem à tarde entre o presidente da Câmara, vereador Elmar Goulart (SDD), e o prefeito Paulo Piau (PMDB) pôs um fim ao imbróglio envolvendo os cerca de R$2,7 milhões a título de duodécimo de 2012 que não foram repassados pela administração Anderson Adauto (PRB). O dinheiro não será liberado porque efetivamente não há base legal para o ato, contudo, PP se dispôs a ajudar a Casa a fechar as contas de 2013.   Para tanto, o prefeito solicitou ao presidente que faça um levantamento das necessidades do Legislativo e corte o que for supérfluo. “Ele vai passar o que preciso”, disse Elmar, que se sentou também com o procurador-geral da PMU, Paulo Salge, o qual lhe apresentou explicações quanto à impossibilidade legal de repassar o montante devido desde 2012.   Elmar vinha negociando o repasse com o prefeito desde o início do ano, sempre sustentando o fato de que o dinheiro havia sido empenhado, portanto, poderia ser liberado. Agora, convencido de que não é possível depositá-lo no caixa da Câmara, o presidente já solicitou à sua controladora-geral, Rosângela Alkimim, que proceda ao levantamento solicitado por Piau.   Conforme Elmar, ela passará o feriado de hoje – dedicado à Consciência Negra – elaborando o documento, o qual pretende entregar ao prefeito até o fim desta semana. Ao fazer uma análise preliminar, disse que precisa de algo em torno de R$ 900 mil para fechar as contas da Câmara, incluindo o pagamento do 13º salário. “Estou feliz: chegamos a um denominador comum e essa é maneira boa da gente terminar o ano. Vou passar as contas sem deixar restos a pagar”, comemorou o presidente, que será sucedido por Samir Cecílio (SDD) no posto.   Elmar não poupou elogios ao colega Samuel Pereira (PR), que também participou da reunião, ao assinalar que “ele agiu como um líder nato” na condução da conversa com o prefeito. “Fui aconselhado até a ir para a Justiça, mas, com muita conversação, paciência, e a boa vontade do prefeito de achar uma solução salutar, chegamos a um denominador comum”, completa o presidente, que assumiu em janeiro recebendo um duodécimo de R$1.837.012,55, o equivalente a 6% do orçamento municipal.   Em abril, contudo, o Legislativo deixou de receber esse montante e passou a contar com R$1.531.103,51, uma diferença de R$305.909,04 no caixa, considerando que o índice caiu para 5%, o qual é aplicado aos municípios com mais de 300 mil habitantes (Uberaba supera os 302 mil moradores). Além disso, o Executivo passou a descontar os valores repassados a mais, de janeiro a março, R$98.529,30 que serão descontados até dezembro, totalizando R$404.438,34 a menos no caixa.   “O Samir ficará com um duodécimo enxuto, mas não terá desconto como eu”, comenta Elmar, que também elogiou sua equipe, que, segundo ele, “é muito competente” porque está fechando as contas de forma enxuta.

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