Surpreendido por indicativo de greve aprovado ontem, o prefeito Paulo Piau (PMDB) argumenta que continua aberto para negociação com a categoria, mas declara que não aceitará pressões. Na tarde de ontem, o prefeito reuniu a imprensa para apresentar a programação de fim de ano e foi questionado durante a entrevista sobre a possibilidade de greve na Guarda Municipal. Piau disse não acreditar que a situação chegaria a tal ponto, pois estava confiante na articulação conduzida pelo secretário de Trânsito, Emmanuel Kappel. Com o resultado da assembleia no início da noite, a reportagem do Jornal da Manhã voltou a ouvir o prefeito. PP repetiu a confiança no secretário para conduzir o assunto e assegurou que a equipe continua aberta ao diálogo com os guardas. “Não há razão para paralisação ou greve”, acrescentou. No entanto, PP ressaltou não ter condições de atender a um grupo isoladamente. A questão salarial será discutida apenas na campanha para o conjunto geral do funcionalismo ou mesmo a partir da reforma administrativa em desenvolvimento pela FGV, ainda sem data para ser concluída. “Vamos tomar decisões na hora certa e não sob pressão. Estou com várias categorias fazendo pressão por salários. Como vou ceder apenas para uma?”, questionou. De acordo com o peemedebista, no momento a Prefeitura apenas pode garantir a criação do adicional de periculosidade para os GMs – uma reivindicação antiga da categoria. Porém, ele destaca que não tem condições de estabelecer uma data para a entrada em vigor do benefício, como exigiram os guardas anteriormente. “Não posso colocar data porque não depende só da minha caneta. Não tem como criar por decreto [o adicional], é preciso aprovação de projeto de lei na Câmara”, finaliza, acrescentando que a questão deverá ser debatida no início do ano que vem com os vereadores por causa das dificuldades financeiras enfrentadas este ano pela Prefeitura.