Até a semana passada a sigla detinha duas cadeiras na Casa, com os vereadores Cléber Cabeludo e Tony Carlos
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Tony Carlos, líder do governo do Legislativo municipal, pode deixar a Câmara para assumir vaga na Assembleia Em meio às comemorações quanto às anunciadas 6.000 mil filiações que vieram vitaminar o PMDB, o partido está às voltas com a possibilidade de perder representação na Câmara de Uberaba. Até a semana passada a sigla detinha duas cadeiras na Casa, com os vereadores Cléber Cabeludo e Tony Carlos, que acumula a função de líder governista e é suplente de deputado estadual. O primeiro deixou o PMDB para se filiar ao novato Partido Republicano da Ordem Social (Pros) e já prepara a composição da Executiva local, a qual deverá presidir. No pleito do ano passado, Cléber, candidato à reeleição e então líder do prefeito Anderson Adauto – de quem é aliado histórico e amigo –, ficou no meio do fogo cruzado entre os peemedebistas que se dividiram em apoiar a candidatura de Paulo Piau, abraçada pelo comando estadual, e a de Rodrigo Mateus, sustentada por AA. A disputa interna, que foi parar na Justiça, por pouco não inviabilizou as candidaturas a vereador do partido, situação contornada somente após a saída de Rodrigo da disputa. Ambos deixaram o PMDB e hoje estão no PRB. Agora, de casa nova, o vereador diz que vai sentar-se com o chefe do Executivo para discutir a participação do Pros no governo Piau. Já o prefeito adianta que a saída de Cléber não encontrou resistência dentro do PMDB: “O partido não colocou obstáculo algum”, assegura. Quanto a Tony, que poderá assumir uma cadeira de deputado estadual a partir do dia 19 de outubro, PP avalia como “glória”. Em seu lugar assumirá Denise Max (PR). Tony ainda depende da decisão do prefeito de Teófilo Otoni, Getúlio Neiva (PMDB), primeiro suplente da coligação já convocado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, após a morte em agosto do deputado e primeiro-vice-presidente da Casa, José Henrique. Neiva tem até o dia 18 para uma posição final quanto a assumir o cargo ou permanecer no Executivo. “Evidentemente em termos da escala hierárquica é preferível ter um deputado a um vereador; sua abrangência, visão e ação podem ser muito ampliadas. Então isso é uma glória”, aponta Paulo Piau, ante as reais possibilidades de o partido ficar sem nenhuma cadeira no Legislativo. Ele ainda minimiza a situação, destacando que tudo na vida tem sua compensaçã “O PMDB virou a grande noiva cobiçada para 2016 porque se não tem vereador eleito, todo mundo pode vir e ter a chance [de se eleger], inclusive as mulheres”. Além disso, Piau pondera que o grupo não conta apenas com o PMDB na Câmara; outros partidos da base aliada tem representação na Casa, o que a mantém firme. Já a decisão envolvendo a escolha do novo líder governista será tomada somente após o desfecho quanto à convocação ou não de Tony Carlos. “Vamos estudar o quadro e arranjar alguém da base aliada que tenha experiência e possa conduzir esse processo”, sinalizou Piau, que, questionado se o vice-líder Samuel Pereira (PR) pode ser promovido, colocou que o republicano é pré-candidato a deputado estadual, e se for disputar a eleição ano que vem, ficará envolvido com a campanha.