Embora a taxa Selic esteja no mais baixo nível da história – 10,25% –, políticos uberabenses ainda cobram índice menor de juros para impulsionar a economia neste período de crise.
Embora a taxa Selic esteja no mais baixo nível da história – 10,25% –, políticos uberabenses ainda cobram índice menor de juros para impulsionar a economia neste período de crise. A expectativa é que o percentual chegue a um dígito este ano.
Para o deputado Abelardo Lupion (DEM), mesmo com a queda de 1,5% anunciada pelo Banco Central este mês, o Brasil continua com o juro mais caro do mundo e a taxa precisa cair mais para dar fôlego ao setor rural e às indústrias siderúrgicas de Minas, que amargam as consequências da recessão econômica. “Inglaterra tem juro zero. Estados Unidos têm juros de 1,5%, e nós, de 10,25%. Parece que quem está em crise somos nós, não eles”, critica.
Apesar de pertencer à base aliada do governo Lula, o prefeito Anderson Adauto (PMDB) também não entende por que o Brasil não consegue seguir a tendência dos países desenvolvidos. Segundo AA, uma queda maior das taxas de juros permitiria crescimento no mercado interno, pois existe margem para esta reação. “A posição do Banco Central está correta, mas está devagar. Já deveríamos estar com a Selic de um dígito há algum tempo”, acrescenta.
Já deputado Aelton Freitas (PR) acredita que a condução do governo Lula quanto à taxa Selic é a melhor possível e pondera que não seria sensata uma mudança brusca da noite para o dia. Ele avalia que o ideal seria chegar em setembro com um percentual menor, pois será o momento em que o produtor vai precisar de crédito barato para investir na lavoura.
Entretanto, o parlamentar salienta que o governo deve garantir perdão de dívidas antigas do setor rural e condições para o agricultor pagar os financiamentos recentes. “Não adianta a Selic estar baixinha e o produtor estar com o nome sujo na Serasa, sem acesso ao dinheiro”, conclui.