Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região manteve a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio em Atibaia. Manteve também os 17 anos de prisão determinada em primeira instância. O julgamento aconteceu de forma virtual e a decisão teve a unanimidade dos votos dos desembargadores.
Ainda tentando reverter a condenação, a última cartada da defesa de Lula foi citar o depoimento do ex-ministro Sérgio Moro, alegada como “fato novo” para corroborar a tese de suspeição do então juiz federal, que conduziu o processo até 2018, quando abriu mão da magistratura para integrar o governo Bolsonaro.
Mas a argumentação da defesa não convenceu os desembargadores, que, por unanimidade, negaram os pedidos de suspensão do processo feitos pela defesa.
Os advogados do petista também tentaram cancelar a sessão virtual, solicitando julgamento do caso presencialmente de forma a permitir que a defesa pudesse participar. Em julgamentos virtuais acontece apenas o depósito dos votos dos desembargadores, sem a participação de advogados.
Ainda cabem recursos à decisão, que certamente serão interpostos pela defesa de Lula.