POLÍTICA

Pré-candidato a governador, Kalil critica falta de investimento federal em Minas

Afiado, o prefeito de Belo Horizonte falou à Rádio JM nesta manhã e opinou que Zema não pode se esconder atrás do que herdou de outros governos para não atender municípios

Gisele Barcelos
Publicado em 22/10/2021 às 11:10Atualizado em 19/12/2022 às 01:35
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Cotado como pré-candidato a governador, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) concedeu entrevista à Rádio JM na manhã desta sexta-feira (22) e fez duras críticas ao governo federal por falta de investimentos em Minas Gerais.

Kalil aponta que, apesar do atual governador Romeu Zema (Novo) ser apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Minas Gerais não tem recebido o mesmo tratamento que outros Estados beneficiados com obras custeadas pelo governo federal.

"Ele [Romeu Zema] é amigo do Bolsonaro, é leal a Bolsonaro. Nada contra o governador ser apoiado e apoiar. Só não concordo com as posições do presidente da República. Só gostaria que, aproveitando esse momento de amizade, fosse aportado mais verbas para o Estado [...] Nordeste leva tudo, São Paulo leva tudo, Rio de Janeiro é um canteiro de obras e Minas fica no somos amigos?", argumentou.

De acordo com o pré-candidato, a situação do metrô de Belo Horizonte é um exemplo da falta de investimentos federais em Minas Gerais. Ele pondera que a obra prevista será feita somente após a privatização da CBTU, não envolvendo recursos federais. Kalil afirma que Minas é o segundo maior Estado do país. Por isso, é necessário reivindicar uma mudança na postura.

"Não temos que ser amigo do governo federal. Temos que cobrar do presidente da República, seja quem for. Minas é um estado importante, rico e populoso. Tem que ser tratado de forma diferente", defendeu.

Apesar de afirmar que não tem ainda uma avaliação apurada da gestão do atual governador, Kalil posicionou que o adversário não pode usar a situação herdada dos governos anteriores como desculpa para não atender as demandas dos municípios mineiros e realizar investimentos.

"Não podem esperar que soterrem 300 pessoas por ano para brigar por verba", disse, em referência aos recursos viabilizados por meio do acordo com a Vale como compensação pelo rompimento da barragem em Brumadinho.

O pré-candidato ainda citou que o trabalho na gestão do Estado precisa ser feito ao longo dos quatro anos e não de última hora, insinuando que os recentes anúncios feitos por Zema são com foco nas eleições do ano que vem.

Confira a entrevista completa ao Pingo do J:

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