POLÍTICA

Prefeito desafia sindicalistas ao debate sobre a estabilidade

Decisão é decorrente de críticas dos sindicalistas após ter defendido a contratação temporária em detrimento de concurso público

Daniela Brito
Publicado em 13/01/2012 às 01:01Atualizado em 17/12/2022 às 07:48
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Prefeito Anderson Adauto (PMDB) quer abrir a discussão com os sindicatos - dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), dos Educadores (Sindemu) e dos Trabalhadores da Indústria da Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto (Sindae) - sobre a estabilidade no serviço público. A decisão é decorrente das críticas recebidas pelos sindicalistas após ter defendido a contratação temporária em detrimento de concurso público no Hospital Regional.

AA garante que não tem dificuldades em abrir o debate sobre o assunto, mas adianta que a discussão não deve ser politizada, pois, segundo ele, visa à melhoria na prestação de serviços. “Não quero comprar briga com os servidores. Porém, a sociedade sabe e compreende as dificuldades que tenho. Os oito mil servidores municipais reconhecem o que falo e seis mil concordam comigo. É um ponto de vista sustentável. Não tenho dificuldade em dizer que alguns servidores utilizam mal a estabilidade”, explica. Ele também quer convidar especialistas para o debate, que pode começar junto com as negociações salariais, previstas para em fevereiro. “Este momento será propício para dar andamento a estas discussões e também de outras teses relacionadas ao funcionalismo público municipal”, diz.

O prefeito também ressalta não ter nenhum constrangimento em abrir a discussão logo no último ano de mandato, visto que vai entregar o cargo no dia 31 de dezembro de 2012.  “Não importa a cor do gato, mas que ele cace o rato”, completa.

Quanto à gestão do Hospital Regional, ele revela que o projeto segue proposta do Governo Federal, estimulada pelo Governo do Estado, que entende a necessidade de a administração ter agilidade. Por sua abrangência de atendimento a pacientes de outros municípios, com a gestão compartilhada pelo município com o Estado e União, a contratação de pessoal deve realizada por contratos e não através de concurso público, como já vem ocorrendo em várias unidades hospitalares do país.

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