POLÍTICA

Prefeito não teme paralisação e quer manter linha de diálogo

A paralisação, cujos trâmites já estão sendo obedecidos para ocorrer dentro da legalidade, acontece na quarta-feira, dia 4 de abril. Prefeito diz ter a consci~encia tranquila

Daniela Brito
Publicado em 01/04/2012 às 15:52Atualizado em 19/12/2022 às 20:27
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Prefeito Anderson Adauto (PMDB) garante não ter nenhum receio quanto à possível greve que está sendo articulada pela categoria. A paralisação, cujos trâmites já estão sendo obedecidos para ocorrer dentro da legalidade, acontece na quarta-feira, dia 4 de abril. “Eu tenho a consciência tranquila de que tentei fazer tudo para atender às reivindicações”, assegura.

AA assegura não querer confronto com os servidores e está disposto a manter a linha do diálogo. Segundo ele, o governo municipal já chegou ao limite orçamentário nas propostas de reajuste.  Durante a reunião, realizada na sexta-feira passada, AA ressaltou aos dirigentes dos sindicatos dos Servidores Públicos (SSPMU) e dos Educadores (Sindemu) que a nova proposta de conceder 6% de aumento, divididos em três vezes, e R$47 a mais no tíquete-alimentação – também parcelados de julho a dezembro – demanda novos cortes no plano de obras de 2012.

Ele também reforça a implantação do plano de saúde, cujos gastos são de R$6 milhões por ano aos cofres públicos do município. “O plano de saúde tem repercussão. Ele é pago em forma de benefício”, diz o prefeito, lembrando ainda da implantação do plano de carreira do magistério, cujo impacto será de mais R$9,3 milhões no orçamento. Conforme revela, o impacto na folha de pagamento, somando todos os benefícios destinados à categoria, representa o aumento de 16,1%.  “Eu não tenho como propor mais”, completa.

Ele destaca que o ano é eleitoral e, se pudesse, proporia um reajuste maior. “Isso é obvio”, diz. AA também revela que os servidores não têm motivos para realizar a paralisação “Eles não tem motivação para a greve. Eu expliquei todos os cálculos”, aponta. Conforme explica, houve redução da jornada para seis horas na gestão do então prefeito Hugo Rodrigues da Cunha, decorrente da impossibilidade de repor as defasagens inflacionárias, e, durante os oito anos da gestão do então prefeito Marcos Montes, a perda salarial sobre os vencimentos foi de 39%, as quais não pôde repor e, por isso, haverá a compreensão do seu trabalho em prol da categoria.

De acordo com ele, desde que assumiu o cargo de prefeito, vem atualizando os vencimentos para que não haja nenhuma defasagem. “Eu consegui reverter as perdas salariais da gestão anterior, repor a defasagem durante o meu período, oferecer um ganho real de 9,77% e, ainda, dar o plano de saúde”, ressalta o prefeito, colocando sua gestão como diferencial para a categoria. “Eu não tenho dúvida sobre o que fiz, baseado em perda salarial e o que foi a gestão de Marcos Montes. Mas se os servidores querem fazer greve no meu governo, a sociedade vai saber compreender isso”, finaliza.

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