Presidente do Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba, Bruno Ferreira, espera que a PMU apresente proposta até 20 de março (Foto/Jairo Chagas)
Em reunião ontem com sindicalistas, governo municipal apresentou cálculos do impacto financeiro para aplicação do reajuste do piso salarial do magistério, mas ainda não foi apresentada uma contraproposta à categoria para avançar na negociação deste ano.
De acordo com o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira, a administração está analisando se os recursos do Fundeb seriam suficientes para cobrir o reajuste de 33,24% e, também, se haveria condições para o pagamento do valor retroativo em cota única ou se seria necessário o parcelamento.
O líder sindical pondera que ainda não foi discutido sobre o pedido de aumento no tíquete-alimentação, pois a prioridade é resolver a questão do salário dos professores. “Deixamos bem claro que a categoria não quer menos que 33,24% de forma linear este ano”, alega.
Segundo Ferreira, os demais itens da pauta de reivindicações, como o tíquete, serão tratados na próxima rodada, assim que houve um posicionamento sobre o reajuste salarial. A expectativa do sindicalista é que a Prefeitura apresente uma proposta antes do dia 20 de março para que o novo valor seja pago na próxima folha.
Professores da rede municipal aprovaram pauta de reivindicações com 17 itens para a campanha salarial deste ano. O cumprimento do piso nacional do magistério em Uberaba e o aumento do tíquete-alimentação estão entre as principais demandas. Em relação ao tíquete, foi pedido um acréscimo de 60% no valor liberado aos educadores da rede municipal, que passaria dos R$489,50 para R$800 em 2022.
A lista conta ainda com o pedido de ampliação do plano de saúde dos professores da rede municipal, com inserção do serviço de telemedicina para os pais e filhos dos educadores.