POLÍTICA

Presidência levanta custos de novos horários

A proposta de alteração no horário das sessões legislativas motivou a presidência da Casa a solicitar o levantamento.

Élvia Moraes
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:28
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A proposta de alteração no horário das sessões legislativas não só está dividindo opinião dos vereadores como também motivou a presidência da Casa a solicitar um levantamento completo de custos para aferir se a mudança implicaria em novos gastos.

O documento, de acordo com o presidente Lourival dos Santos (PCdoB), também deve apontar os impactos na transmissão da TV Câmara, feita ao vivo pela TV Universitária e no atendimento externo da Casa. “Este é um assunto polêmico e não consensual entre os vereadores, portanto, será amplamente debatido. Cada um tem o direito de propor a mudança que achar necessária para o melhor funcionamento do Legislativo. A decisão virá do plenário e de forma democrática”, avalia.

Os principais defensores da alteração do atual horário, de 9h às 13h, para o período vespertino, das 16h às 20h, são os vereadores João Gilberto Ripposati (PSDB) e José Severino Rosa (PT). Este afirmou ao Jornal da Manhã ter apresentado tal sugestão à presidência do Legislativo bem antes de Ripposati. Ambos consideram que a participação popular seria maior, em função das atividades profissionais que impedem o deslocamento até a Câmara pela manhã.

Está entre os opositores ferrenhos o vereador Marcelo Machado Borges, o “Borjão” (PMDB), afirmando ser a possível mudança um retrocesso. Sua afirmação está fundamentada no funcionamento do Legislativo Municipal na época em que as sessões avançavam pela madrugada quando a pauta continha um projeto polêmico.

A previsão para discutir a possível alteração do horário é março, quando o andamento dos trabalhos da nova Legislatura estiver fluindo normalmente, conforme expectativa do presidente Lourival dos Santos. Ele disse entender que o vereador é parlamentar 24 horas por dia, devido à existência de comissões, reuniões, contatos com as bases e permanência nos gabinetes. Por presidir a Casa, Lourival dos Santos não tem direito a voto, a não ser em caso de empate. Reitera que irá defender, sobretudo, a discussão exaustiva com todos os segmentos: parlamentares, corpo funcional e a comunidade.

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