Conselho de Ética não deu início à análise do pedido de expulsão dos cinco peemedebistas envolvidos na intervenção no PMDB. A informação é do presidente Eduardo Palmério, confirmando ainda que não teve acesso aos documentos, protocolado na sexta-feira passada pelo prefeito Anderson Adauto e pelo advogado Paulo Affonso Silveira.
De acordo com ele, os encaminhamentos serão feitos a partir de uma reunião da Executiva Municipal, ainda sem data marcada. “Somente nesta reunião será formalizado o protocolo dos pedidos para serem encaminhados à Comissão de Ética”, revela o dirigente. A princípio, deverá ser aberto processo administrativo disciplinar contra todos os nomes apontados no documento pela Comissão de Ética. Integram o colegiado Julio Cesar de Aguiar, Silvio Nunes de Azevedo, Stephani Cristina da Paixão Lima, Lauani Beatriz Matos Costa e Luiz Fernando Batistuta Santos.
O pedido de expulsão atinge diretamente o reitor Marcelo Palmério e o secretário-geral João Caldas (autores do pedido de intervenção); Maurides Dutra e Fernando Hueb de Menezes (membros da comissão interventora), além do candidato homologado através do ato de intervenção, deputado Paulo Piau. Entre os argumentos para expulsão estão que os cinco peemedebistas infringiram as normas estatutárias, a ética partidária e a linha político-partidária fixada pelo diretório municipal por ter participado diretamente da coordenação junto ao diretório estadual e nacional do PMDB com pedido de intervenção, “relegando a militância partidária a meros coadjuvantes”.