POLÍTICA

Presidente do PMDB/Minas admite dificuldade de consenso na cidade

Ontem, o presidente da Executiva Estadual do PMDB, deputado federal Antônio Andrade, admitiu que está difícil o entendimento entre seu colega Piau e o prefeito Anderson

Renata Gomide
Publicado em 04/05/2012 às 11:18Atualizado em 19/12/2022 às 19:53
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Em conversa no aeroporto ontem, o prefeito Anderson com o deputado Paulo Piau e o presidente do PMDB/Minas, Antônio Andrade

A cada dia parece mais difícil haver consenso entre as lideranças peemedebistas locais visando às eleições deste ano. Ontem, o presidente da Executiva Estadual do PMDB, deputado federal Antônio Andrade, admitiu que “está difícil o entendimento” entre o seu colega de Câmara e pré-candidato à sucessão municipal, Paulo Piau, e o prefeito Anderson Adauto. Os três conversaram no aeroporto, onde aguardavam a chegada do ministro da Agricultura e correligionário Mendes Ribeiro.

“Os dois acham que têm razão. Está complicado, mas vamos continuar conversando, buscando entendimento. É muito ruim essa briga interna no partido”, afirmou Toninho, ao defender que eles caminhem juntos. Segundo o dirigente, o partido tem um prefeito bem avaliado e um deputado bem posicionado nas pesquisas, ou seja, “temos uma administração boa e um bom pré-candidato”. Ele ainda mandou um recado aos correligionários, afirmando que em política às vezes é melhor ser amigo do rei do que ser rei.

Já no Parque Fernando Costa, onde os três foram prestigiar a abertura da ExpoZebu 2012, Anderson disse que não cabe contemporizar ante o pedido de intervenção em curso. Isto porque, de acordo com AA, quem patrocina esta ação é Paulo Piau, mas sem que tenha colocado às claras. “É aquela coisa que eu mais detesto em política, quando a pessoa bate e esconde a mão”, apontou, também enviando um recado ao deputad “Ele deveria ter pensado duas vezes [antes de atuar pela intervenção] porque se queria ser candidato, deveria ter respeitado o PMDB; como ele não respeitou, não tenho como continuar minhas conversações e possíveis entendimentos. Há coisas que são inegociáveis”, reforçou AA, que aguarda agora um posicionamento da Executiva Estadual, enquanto nega um racha definitivo com o correligionário.

Ele, porém, que há menos de uma semana assegurou não apoiar nem amarrado o candidato indicado mediante uma intervenção, foi mais cometido ontem ao ser novamente questionado sobre qual postura adotará: “Não faço nenhum comentário por enquanto”.

Para Paulo Piau, o Diretório Municipal já está sob intervenção de AA desde o segundo semestre do ano passado. “Ele se diz dono do PMDB e evidentemente estamos querendo desinterditar o partido. Apoio integralmente a iniciativa das pessoas que assinaram o pedido [para a Executiva estadual intervir]”, afirmou, acrescentando que este é o único caminho que garantirá a liberdade para a agremiação tomar suas decisões conscientes.

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