POLÍTICA

Pressionado, Zema demite secretário de Saúde após episódio do "fura-fila"; presidente da Fhemig assume

Publicado em 12/03/2021 às 06:43Atualizado em 18/12/2022 às 12:48
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Assumirá o cargo de Secretário de Estado de Saúde o médico Fábio Baccheretti, atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pela gestão das unidades hospitalares do Estado. — Romeu Zema (@RomeuZema) March 12, 2021

Horas depois de afirmar que a vacinação de servidores lotados na Secretaria de Estado de Saúde havia ocorrido de forma legal, o governador Romeu Zema (Novo) voltou ao Twitter para comunicar a demissão do secretário Carlos Eduardo Amaral, que está no pivô do episódio do “fura-fila” no governo estadual. Abertura de CPI na Assembleia Legislativa de Minas Gerais reuniu em poucas horas 39 assinaturas, dos 77 deputados estaduais, e ainda ontem o presidente da casa, Agostinho Patrus (PV), acolheu oficialmente o texto para investigar a vacinação de 806 servidores da SES-MG. O presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Fábio Baccheretti Vitor, foi anunciado para o lugar de Amaral.

“Comunico o afastamento do Dr. Carlos Eduardo da Secretaria Estadual de Saúde. Agradeço o trabalho que realizou à frente da secretaria, em especial no combate à pandemia e na gestão para a futura retomada das obras dos Hospitais Regionais no Estado”, escreveu Zema no Twitter. O governador ainda ressaltou que Minas “tem um dos melhores resultados no enfrentamento ao coronavírus graças à responsabilidade da gestão” de Carlos Eduardo Amaral.

Comunico o afastamento do Dr. Carlos Eduardo da Secretaria Estadual de Saúde. Agradeço o trabalho que realizou à frente da secretaria, em especial no combate à pandemia e na gestão para a futura retomada das obras dos Hospitais Regionais no Estado. — Romeu Zema (@RomeuZema) March 12, 2021

Após a polêmica vir à tona, Zema e o então secretário se reuniram ontem a portas fechadas e a decisão foi pela permanência do chefe da pasta. Amaral, inclusive, concedeu entrevista coletiva ainda na tarde de ontem e justificou que os servidores vacinados atuam na linha de frente contra a Covid-19. "Não vejo nenhum ilícito e nenhuma imoralidade na vacinação das secretarias estadual e municipais de saúde", disse.

"Toda operação feita foi dentro da legalidade estrita, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. Ou seja, estamos dentro do Plano Nacional de Imunização, fizemos deliberações vinculadas a esse plano na esfera máxima de controle", afirmou. Durante a entrevista, ele ainda disse que sua demissão não havia sido cogitada em momento algum.

Amaral confirmou que os servidores imunizados tiveram seus dados notificados ao Ministério da Saúde e, durante a coletiva, ele detalhou as áreas da secretaria cujos funcionários receberam as doses.

Fazem parte desse grupo o gabinete do secretário, assessorias da SES, subsecretarias, pessoas responsáveis pelo transporte de suprimentos, trabalhadores da Rede Frio (onde as ampolas são armazenadas), almoxarifado e trabalhadores das unidades da Farmácia de Minas.

Carlos Eduardo Amaral chegou à Secretaria de Estado de Saúde em fevereiro de 2019, substituindo o também médico Wagner Eduardo Ferreira, por motivos de saúde. Ele foi candidato a deputado federal pelo Novo em 2018, mas perdeu. Amaral é neurocirurgião em Juiz de Fora, na Zona da Mata, desde 1966, onde também foi professor universitário. Médico de carreira da rede Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), tem MBA em Gestão de Negócios e Gestão de Saúde e Segurança do Paciente. Também foi presidente da Sociedade Mineira de Neurocirurgia.

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