POLÍTICA

Projeto do prefeito gera bate-boca na Câmara Municipal

Pedido de vista solicitado pelo vereador Luiz Dutra ao projeto que prevê o remanejamento de recursos no orçamento da PMU.

Élvia Moraes
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:35
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Pedido de vista solicitado pelo vereador Luiz Dutra (PDT) ao projeto que prevê o remanejamento de recursos no orçamento da Prefeitura, desencadeou um verdadeiro bate-boca ontem, no plenário da Câmara Municipal. Houve réplica e troca de acusação entre parlamentares durante a sessão prolongada por 44 minutos.

Antes da votação, o projeto elaborado pelo Executivo foi apreciado pelos vereadores em reunião reservada, na sala da Presidência, quando o assessor de Orçamento da PMU, Evaldo Espíndola, expôs os objetivos da adequação.

O projeto prevê o remanejamento de R$ 1,915 milhão, da Secretaria de Infra-Estrutura para a pasta de Esporte e Lazer, visando à finalização de um convênio a ser firmando com o governo federal. Segundo explicações do assessor, reiteradas em plenário, não se tratam de recursos do município, constituindo, em verdade, uma “previsão” de convênio.

“É um acerto das dotações. Há projetos na Infra-Estrutura que não serão executados num primeiro momento, sendo possível a transferência de recursos”, explicou Espíndola.

Na reunião secreta houve consenso prévio indicando aprovação. Já no plenário a realidade foi outra. A solicitação de vista, que consiste na retirada do projeto da pauta de votação, para posterior estudo, foi derrubada por sete votos a seis. Era necessário o mínimo de oito votos para retirá-lo.

Naquele momento o vereador Marcelo Borjão (PMDB) reagiu, dizendo que o pedido de vista era uma retaliação dos parlamentares interessados em negociar cargos no governo. O líder de oposição, Itamar Ribeiro (DEM), foi o primeiro a se manifestar dizendo que o projeto não havia sido discutido na totalidade.

O peemedebista o contrapôs, afirmando ser o democrata “uma oposição consciente, mas naquele momento estava sendo incoerente, pois havia concordado com a votação. Itamar Ribeiro retrucou e, em seguida, pediu licença para deixar o plenário em virtude de compromisso agendado.

O líder governista Cléber Cabeludo (PMDB) criticou Dutra, lembrando a época em que presidia a Cohagra. “Quantas vezes o senhor chegou aqui com uma pasta contendo projetos para incluir na pauta no mesmo dia? Agora o seu entendimento mudou?”, questionou Cléber.

Dutra contra-argumentou dizendo apenas desejar mais informações antes da votação. A reunião contabilizou manifestações de todos os vereadores na medida em que um parlamentar citava o nome ou comentava a postura do colega.

O tucano João Gilberto Ripposati solicitou à Mesa Diretora para não ser mais convocado para reuniões reservadas.

Diversas vezes o presidente Lourival dos Santos (PCdoB) pediu o retorno da discussão e a obediência à ordem dos vereadores inscritos para se pronunciar. O assessor de Orçamento, Evaldo Espíndola, parecia estar perplexo com a discussão em plenário.

Cessada a troca de farpas, o projeto posto em votação foi aprovado em único turno, por 12 votos favoráveis.

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